Confira classificados na fase eliminatória do Prêmio Visa

A fase eliminatória do 9.º Prêmio Visade Música Brasileira - Edição Compositores fechou com brilho esubstância artística renovadora, nesta quarta-feira, no Teatro do SescVila Mariana. Partindo de referências bem assimiladas econfiantes nos próprios talentos, os responsáveis por injetarares de novidade no programa foram o jovem paulistano DaniloMoraes e o niteroiense Fred Martins, que contaram com o apoiodas maiores torcidas da noite. Até quem os conhecia dos CDs - o homônimo de Danilo(2003), "Janelas" (2001) e "Raro e Comum" (2005), de Fred - sesurpreendeu com a qualidade das performances e como a fluênciadas canções registradas nos discos progrediu ao vivo. Como oparaibano João Linhares, ambos estão entre os 12 semifinalistasescolhidos pelo júri formado por Ná Ozzetti, Nelson Ayres,Arrigo Barnabé, Paulo César Pinheiro e Arthur Nestrovski. Apesar de ganhar um pouco mais de evidência só nestadécada, Fred, como demonstrou no breve panorama apresentado, játem consideráveis obras de referência. Causou impacto aoencerrar o set com "Tempo afora", acentuadamente latina, queganhou registro marcante de Ney Matogrosso & Pedro Luís e AParede. Fred já tinha começado bem com a bela "Novamente",também gravada por Ney, que cantou em duo com ele nafaixa-título do CD "Raro e Comum", igualmente bem executada peloautor e uma banda coesa formada por violão, guitarra, baixo ebateria. Bom cantor além de compositor, Danilo também fez umaapresentação redonda, acompanhado de outros músicos notáveis,com destaque para o acordeom de Toninho Ferragutti. Abriu oroteiro sozinho ao violão com "Desafio", fisgando a platéia semgrande esforço. Espirituoso, manteve a competência, com o volumeencorpado dos arranjos com a banda, nas parcerias com o paiWandi Doratiotto ("Me Conta") e Ricardo Teté ("Sempiterno"), omesmo de "Contabilidade", que lhe deu a vitória no festival daTV Cultura do ano passado. Ganhou mais relevo no fim com atocante "Mano" (dele e Chico César), de acento nordestino. Transitando do violoncelo ao violão, João Linharestambém se defendeu com bons elementos de letra e melodia,acompanhado de jovens músicos que são base da Orquestra TomJobim, da qual ele é regente assistente. A estrutura familiar dealgumas canções remete a Chico César. Com variação rítmica, deandamento e de tema, "Armazén" abriu a apresentação dando aimpressão de juntar duas peças em uma. Apesar de derrapar naromântica "Só Amor É Amor", ele recuperou o fôlego com "CocaBola", de trocadilho lúdico em ritmo de embolada. O sambista carioca Luiz Carlos da Vila, o único da noiteque não se classificou, trouxe bons sambas, em arranjosapropriados e sem risco. "Viemos aqui mostrar o que a gente feze o que a gente anda fazendo", disse antes de passar o microfonea Luiza Dionízio e Moysés Marques, que interpretaram comconvicção "Braços de Lã" e "Profissão", respectivamente.Carismático, Luiz voltou para defender as duas finais, "Pagodede Mesa" e "Então Leva", que o público acompanhou na palma damão e emendou em vigorosos aplausos. Não levou, mas valeu.A seguir, a lista em ordem alfabética:Como prometido, a organização do Prêmio Visaenviou carta a João Donato e Lysias Ênio, pedindo quereconsiderassem a decisão de retirar sua candidatura do concurso.Lysias respondeu, manifestando-se favorável a permanecer nadisputa. Acabou entre os 12 escolhidos para a fase semifinal,que começa no dia 30 no Sesc Vila Mariana. Alzira e Arruda André Abujamra Danilo Moraes Fred Martins João Donato e Lysias Ênio João Linhares Kristoff Silva Lucina Mário Sève Vitor Santana Wilson Moreira

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