Concurso Eleazar de Carvalho pode perder o nome

O 1.º Concurso Nacional Eleazar de Carvalho, que a Orquestra Petrobras Pró-Música promove em outubro para premiar jovens regentes, pode perder seu patrono. Ao saber da homenagem, a família do maestro, falecido há cinco anos, reclamou de não ter sido consultada sobre o assunto. No entanto, após saber que era uma promoção sem fins lucrativos, prometeu liberar o uso do nome, mas até agora não mandou uma autorização oficial.Como as inscrições vão até o fim de agosto, a organização decidiu divulgá-lo com o título original. "Nossa intenção é homenagear um dos maiores músicos do País, que foi professor e ídolo de uma geração de regentes", diz o diretor da Pró-Música, Carlos Eduardo Prazeres. "A viúva de Eleazar, Sônia Muniz, prometeu liberar o nome. Mas isso foi há dois meses e, até agora, a liberação não veio, nem a interdição."Em São Paulo, o curador jurídico da Fundação Eleazar de Carvalho, o advogado Martin de Almeida Sampaio confirma correspondência que pedia explicações, enviada à Petrobras, mas se cala sobre o assunto, alegando que só a viúva está autorizada a falar. Ela está viajando para Fortaleza e não foi localizada pela reportagem.Prazeres ainda tem esperanças de ter o nome de Eleazar de Carvalho liberado, mas diz que nada muda no concurso caso isso não ocorra. "Se não for possível, podemos homenagear outro maestro que não teve muito reconhecimento público" conclui ele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.