Jorge Beltran / AFP
Jorge Beltran / AFP

Compositor mexicano Armando Manzanero morre por covid-19

O artista foi internado em 17 de dezembro, após testar positivo para o novo coronavírus e apresentar tosse e baixa oxigenação

AFP, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 13h42

O compositor mexicano Armando Manzanero, ícone do bolero, faleceu aos 86 anos, nesta segunda-feira, 28, no hospital onde se encontrava internado por covid-19 em estado grave — anunciou o presidente Andrés Manuel López Obrador.

"É algo muito triste, Don Armando Manzanero, um grande compositor, do melhor do país, além de um homem sensível também no social. Lamento muito seu falecimento", disse o presidente, em sua habitual entrevista coletiva matinal.

Depois de exibir um vídeo de Manzanero interpretando Adoro, López Obrador antecipou o fim da coletiva, visivelmente emocionado.

O prolífico compositor faleceu de uma parada cardíaca na madrugada desta segunda, após ter sido internado por covid-19, confirmou seu agente à AFP.

O artista foi internado em 17 de dezembro, após testar positivo para o novo coronavírus e apresentar tosse e baixa oxigenação. Seis dias depois, foi intubado para receber suporte de ventilação mecânica "com pleno consentimento", ainda conforme seus agentes.

A notícia do óbito foi inesperada. No domingo, sua assessoria de imprensa informou que o quadro de saúde do músico avançava favoravelmente e que os médicos se preparavam, inclusive, para desentubá-lo esta semana.

Recentemente, o bolerista foi homenageado, presencialmente, pelo governo de seu estado natal, Yucatán (leste), com a abertura de um museu dedicado a sua vida e obra.

Ao retornar para a Cidade do México, Manzanero começou a apresentar tosse, de acordo com sua esposa, Laura Elena Villa, citada pelo jornal El Universal.

Manzanero era um dos compositores mais emblemáticos da música mexicana contemporânea, criador de Somos novios e Contigo aprendí, interpretados por ele e por vários artistas, como Luis Miguel e Alejandro Fernández.

Manzanero é amplamente conhecido na América Latina. Em 2014, tornou-se o primeiro mexicano a receber um Prêmio Grammy honorário por sua trajetória. Ele também foi gravado por vários artistas brasileiros

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