EFE/EPA/GUILLAUME HORCAJUELO
EFE/EPA/GUILLAUME HORCAJUELO

Compositor francês Michel Legrand, vencedor de 3 Oscars, morre aos 86 anos

Cantor e pianista, Legrand, nascido em Paris em 24 de fevereiro de 1932, trabalhou para grandes nomes do cinema internacional, como Orson Welles e Jean-Luc Godard

Redação, EFE e AP

26 de janeiro de 2019 | 08h52

O compositor francês Michel Legrand, criador dos clássicos de Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) e Duas Garotas Românticas (1967), morreu na noite de sexta-feira, aos 86 anos, informaram neste sábado, 26, veículos de imprensa franceses.

Ao longo de sua carreira de mais de 50 anos, Legrand recebeu vários prêmios, entre eles três Oscars.

Cantor e pianista, Legrand, nascido em Paris em 24 de fevereiro de 1932, trabalhou para grandes nomes da música e do cinema internacional, como Orson Welles, Jean-Luc GodardRay Charles, Jean Cocteau, Frank Sinatra, Edith Piaf, Clint EastwoodRobert Altman.

A canção The Windmills Of Your Mind, que fez parte da trilha sonora de Crown, o Magnífico, rendeu ao artista sua primeira estatueta de Hollywood, em 1969. As outras duas foram pela trilha sonora de Houve uma Vez um Verão, de Robert Mulligan (1971), e por Yentl (1984), de Barbra Streisand. Legrand também foi indicado 27 vezes ao Grammy, sendo premiado em cinco ocasiões. Legrand foi premiado, ainda, pelo Festival de Cannes.

Virtuoso do jazz - ele tocou e gravou com vários dos mais notáveis músicos modernos, incluindo Miles Davis -, sua vocação veio desde a infância, com um pai compositor e um tio diretor de orquestra. Menino-prodígio, ele foi admitido no Conservatório de Paris aos 10 anos. Aos 16, ganhou medalha de ouro em harmonia e composição. E nunca mais abandonou a música - foram cerca de 150 trilhas sonoras ao longo de sua carreira, incluindo, também, a obra-prima de Viver a Vida, de 1962, dirigido por Jean-Luc Godard.

O artista chegou a dizer que se sentia orgulhoso por suas canções terem se tornado temas padrão e não meros sucessos comerciais, que, para ele, desaparecem em seis meses, e enquanto o outro exemplo permanece "durante décadas". 

Legrand tocou pela última vez em um ensaio, no mês passado, e seguia compondo e tocando piano uma hora por dia, mesmo quando os anos pesavam e ele tinha que poupar sua energia, disse Claire de Castellane, música e produtora que organizou uma série de concertos solo de Legrand recentemente. De Castellane confirmou a morte do cantor neste sábado, 26, sem dar mais detalhes.

O presidente da França Emmanuel Macron deu suas condolências à esposa e aos filhos de Legrand, a quem chamou de "gênio incansável". "Suas canções únicas que tocam em nossa cabeça e são cantaroladas nas ruas se transformaram a trilha sonora de nossas vidas", disse Macron.

As manifestações pela morte do artista se multiplicaram, especialmente no mundo da cultura. O ex-ministro da Cultura da França Jack Lang se despediu de um "músico-mágico de mil e uma partituras" que "será eternamente um grande".

A cineasta belga Agnès Varda se disse tocada em seu coração e comentou "a aventura artística única" compartilhada entre Legrand e o marido dela, Jacques Demy.

Pai de três filhos, Legrand era casado desde 2014 com a atriz Macha Méril. 

Com informações da EFE e AP

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