Comissão discute pedido de Trevi

O destino da cantora mexicana Glória Trevi começará a ser decidido amanhã, pelo Conselho Nacional de Refugiados (Conare). Os oito representantes do governo federal e de entidades da sociedade civil vão começar a discutir o processo em que a artista requer o status de refugiada, alegando que está ameaçada de morte em seu país. Glória Trevi está presa no núcleo de custódia da penitenciária de Brasília aguardando extradição para o México.Conselheiros e juristas admitem que este é um dos casos mais complexos já analisados pelo Conare, além de ser um dos mais difíceis de ser resolvido. A cantora afirma que, caso seja extraditada, será morta por grupos que não revela. Mas integrantes do Conare não vêem o seu caso como o de refugiada. "Não tem nada decidido", afirma a secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, uma das conselheiras.Formado pelos Ministérios da Justiça, Relações Exteriores, Saúde, Trabalho e Educação, além da Polícia Federal, Sociedade Cáritas de São Paulo e Rio de Janeiro e pelo Alto Comissariado das Organizações da Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Conare só deverá decidir se Glória volta ou não para o México na próxima semana. Na reunião de amanhã, o representante da PF fará relato sobre o processo."Ainda não temos a certeza de que ela corre perigo de vida em seu país", afirma Elizabeth Sussekind, afirmando que as informações ainda serão repassadas pela área diplomática do Brasil no México. Hoje, a tendência dentro do Conare é de não conceder à artista, o status de refugiada.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2001 | 20h51

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