Começa amanhã a 8ª edição do PercPan

Começa amanhã no Recife aoitava edição do Panorama Percussivo Mundial - PercPan. Serãotrês noites de espetáculos, com dez atrações nacionais e quatrointernacionais. É a primeira vez que o festival deixa de serrealizado em Salvador. A edição de 2001 marca também oafastamento do percussionista Naná Vasconcelos da co-direçãomusical do evento. Em seu lugar, dividindo o posto com ocompositor Gilberto Gil, entra o percussionista carioca MarcosSuzano.Festa internacional de tambores, o PercPan é consideradoo mais importante evento do gênero. Além de mostrar aosbrasileiros um Brasil pouco conhecido - de tambores interioranos de festas religiosas de cantos remotos, de manifestações quasesem registro -, trouxe para cá tambores, vestes, vozes, dançasde pigmeus africanos, da tradição balinesa, dos índios das trêsAméricas, manifestações ancestrais européias, tambores rituaisjaponeses e mais: um culto à diversidade que partia da tese deque todos os tambores conversam entre si.A oitava edição do PercPan está marcada por adiamentos edificuldades com patrocínio, além de mudanças de data. Eventoque consta do calendário internacional das grandes festas damúsica, era realizado entre março e abril. Desta vez, sofreusucessivos adiamentos, até que se chegasse à confirmação dessestrês dias de novembro. Diretora-geral e criadora do festival, asocióloga Elizabeth Cayres anuncia que no ano que vem o PercPanvolta a Salvador e antecipa a data: de 10 a 12 de março.Outra novidade desta edição é a apresentação dosespetáculos ao ar livre, na Praça do Marco Zero, centrohistórico da capital pernambucana. Em Salvador, os shows sedavam no palco do Teatro Castro Alves. A direção do festivalimaginava levar essa oitava edição para cinco cidades - duas noexterior. Acabou por contentar-se com o Recife.As atrações internacionais que se apresentam a partir deamanhã à noite são o senegalês Soriba Kouyaté, o grupo argentino Tamboro Mutanta, o francês Thierry "Titi" Robin e aorquestra de percussão portuguesa Tocá Rufar. Soriba Kouyaté é um dos grandes tocadores do kora,tambor africano que combina cabaça de madeira, braço cilíndricoe 21 cordas. Kouyaté já tocou com Dizzy Gilespie, Youssou N´Dour, Peter Gabriel e outros músicos interessados na diversidadesonora global. Já o Tamboro Mutanta, formado há quase três anose integrado por sete mulheres, lança mão de ritmos de origemafro-latino-americana: candombe uruguaio, rumba caribenha,cantos iorubas."Titi" Robin é violonista e toca ainda bouzouki, oud,alaúde e gosta especialmente de trabalhar com música cigana -que, segundo ele, combina as tradições orientais e ocidentais -e flamenca. A orquestra portuguesa Tocá Rufar usa instrumentostradicionais da percussão portuguesa e surgiu de um projetoeducacional concebido pelo músico Rui Júnior.As atrações nacionais são: o Boi Bumbá, de Parintins,grupo formado especialmente para o festival, com integrantes dosbois Caprichoso e Garantido; o percussionista baiano CarlinhosBrown; o XRS Land Project, do paulista Xerxes de Oliveira; acantora Rita Lee, que promete espetáculo percussivo, montado deacordo com a proposta do festival; os pernambucanos AntúlioMadureira, Mestre Salustiano, Maracatu Nação Pernambuco e grupoRaízes Percussivas; e, naturalmente, os diretores Gilberto Gil eMarcos Suzano. Os espetáculos começarão sempre às 20h30, comentrada franca.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.