Começa a quarta edição do Prêmio Ibero-Americano de Música

Um recital da pianista cubanaradicada nos Estados Unidos Martha Marchena abre oficialmentenesta quinta-feira, no Teatro Cultura Artística, a quarta edição doPrêmio Ibero-Americano de Música Tomás Luis de Victoria. Aapresentação é também uma homenagem à pianista argentina BeatrizBalzi, que morreu no ano passado, após desenvolver importantetrabalho de divulgação da música latino-americana no Brasil.Martha vai apresentar obras de autores ibero-americanos.Criado em 1996, o prêmio - iniciativa da Sociedade Geral deAutores e Editores da Espanha e da Fundação Autor, instituiçõesespanholas de apoio ao trabalho do compositor - já foi entregueao cubano Harold Gramatges, ao espanhol Xavier Montsalvatage eao peruano Celso Garrido-Lecca, que preside o júri deste ano,reunido desde esta quarta-feira na cidade para avaliar a obrasdos compositores inscritos. Estão concorrendo autores de toda aAmérica Latina mais Espanha e Portugal, indicados porinstituições de seus países. Entre eles, três brasileiros:Almeida Prado, Edino Krieger e Marlos Nobre.O resultado será divulgado no dia 23, quinta, durante umaapresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo que,sob regência de Roberto Minczuk, vai interpretar - além deVilla-Lobos e Prokofiev - peças de Garrido-Lecca. O vencedorleva para casa a quantia de 75 mil euros.Na opinião do uruguaio Fernando Condon, um dos jurados, o queestará sendo avaliada é a coerência dos autores. "Este elementofundamental é fruto de uma atitude ética e estética de acordocom o mundo em que vivemos", diz. Para o espanhol XavierBenguerel y Godò, o mais importante "é o modo como o autor seaproxima de sua arte, de seu meio musical".O prêmio, para os jurados, é um bom estímulo àprodução de autores ibero-americanos, uma vez que dá espaço aobras "em meio à escassez das oportunidades oferecidas hoje emdia pelo meio". "Um prêmio como este pode reconhecer e avaliaruma vida dedicada a um trabalho complexo e recompensá-la com umprêmio em dinheiro e possibilidades de mostrar suas obras emlocais a que não teriam acesso de outra forma", diz Godò."A produção musical ibero-americana é de uma riqueza ediversidade de propostas admiráveis. Apesar das dificuldadespelas quais passam muitos de nossos países, onde a cultura édeixada vergonhosamente para segundo plano, temos um potencialcriativo enorme", acredita Condon.

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