Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Com vigor, Aerosmith encerra a noite do Palco Mundo

Banda tocou clássicos da carreira e releituras, e enfileirou um clássico atrás do outro

Renato Vieira, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2017 | 03h25

RIO - Com imagens exibidas nos telões que circundam o Palco Mundo lembrando a história e os discos da banda, o Aerosmith abriu seu show no Palco Mundo enfileirando um hit atrás do outro, estabelecendo uma conexão com a plateia por meio da memória afetiva. Let The Music Do The Talking abriu os trabalhos, com destaque para a performance do guitarrista Joe Perry, preciso em toda a apresentação.

Supostamente se despedindo dos palcos, a banda mostra um vigor invejável. Tyler, 69 anos, de camisa aberta e bigodinho, corre de um lado para o outro, mantendo sua vaidade/forma de frontman. Não que a vitalidade seja incomum no mundo do rock, mas no caso do Aerosmith ela ganha contornos especiais.

É um grupo que agrada aos fãs de hard rock, sem vergonha de ir pelos caminhos harmônicos das baladas de FM. Aliás, foi graças a uma canção desse tipo que o Aerosmith renovou seu público:  Don't Want To Miss a Thing (que nem é composição deles, e sim de Diane Warren). 

A plateia reage de maneira catártica à música do filme Armageddon. Crying e Crazy também  fizeram todo mundo cantar junto. Mas é no rock puro, digamos assim, que o grupo mostra do que ainda é capaz. E eles reservaram esta faceta para o bloco final do show, aberto por Eat The Rich. Come Together, dos Beatles, e de Stop Messin' Around (ambas já gravadas pelo Aerosmith), do Fleetwood Mac, são interpretadas com toques próprios. A festa terminou com os clássicos Dream On e Walk This Way. Em apenas 16 músicas, Tyler e sua trupe sintetizaram bem sua trajetória de 45 anos. Se eles efetivamente se despedirem dos palcos, será uma pena. 

Tudo o que sabemos sobre:
Joe PerryAerosmith

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.