Com sol a pino, Bob Dylan canta para fãs de Franz e Kravitz

Quase indiferente ao velho bardo, público o viu fazer escolhas ainda mais obscuras de seu repertório

Jotabê Medeiros,

06 de julho de 2008 | 18h15

Muito risonho, simpático, mas sem dirigir uma palavra ao público, Bob Dylan foi a estrela do último dia do Rock in Rio Madri, na tarde deste domingo. A simpatia talvez tenha mais de um motivo: Dylan recebeu o mais importante prêmio literário espanhol, o Príncipe de Astúrias, por sua produção poética - para quem persegue um Nobel de Literatura há tanto tempo, foi um reconhecimento de reforço e peso.   Ele entrou às 21 horas, quando o sol aqui ainda está forte como o de Canoa Quebrada às 3 da tarde, e tocou até as 22h30 e voltou para um bis, 10 minutos depois, para encerrar com "Like a Rolling Stone". Tocou poucos hits, como "Just Like a Woman", e muitas canções irreconhecíveis, como sempre. O show de Dylan apresentou alguns problemas, como telões desligados e péssimo equacionamento do som, que fazia com que só se ouvisse em alguns momentos a guitarra e a voz, e quase nunca o teclado que ele toca (em Madri, Dylan não tocou a guitarra, como fez em São Paulo, no Via Funchal).   O Franz Ferdinand entra a seguir, com um set list já divulgado de 14 músicas - começando com "Michael" e terminando com "This Fire", e enfileirando hits como "Walk Hawai", "Do you Want to?", "Ulises" e "Take me Out". Em seguida, será a vez de Lenny Kravitz e, por fim, para encerrar tudo, o megastar DJ Tiësto, que tocará enquanto estouram os fogos de artifício do festival.

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