Com performance de Madonna, casamento coletivo salva Grammy de fim apático

'Same Love' embalou a união de 34 casais, gays e heterossexuais

Gabriel Perline, O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2014 | 02h26

Na ressca do encontro de Paul e Ringo, Daft Punk e Stevie Wonder, a 56.ª edição do Grammy se encaminhava para um fim morno e apático. Mas um casamento coletivo, com a união de 34 casais - homoafetivos e heterossexuais -, embalado pelo hit Same Love, de Macklemore & Ryan Lewis, marcou a história da premiação e elevou novamente o clima da noite.

E Madonna, ícone da comunidade gay, não poderia ficar fora deste momento. Ao final da performance dos rappers, a rainha do pop entrou no palco e entoou um trecho de Open Your Heart, acompanhada de um coral gospel. Em seguida, resgatou Same Love, ao lado de Mary Lambert - que divide a performance do hit com os rappers - e encerrou a cerimônia coletiva arrancando lágrimas da plateia. Antes de entrar, a cantora disse em entrevista à televisão norte-americana que não cantaria qualquer música com qualquer cantor. "Mas sei que escreveremos um capítulo da história hoje, e quero fazer parte disso".

Desde junho do ano passado, com a queda do Doma (Defense of Marriage Act) - lei federal que negava direitos constitucionais a casais de mesmo sexo -, promovida pela Suprema Corte dos Estados Unidos, Same Love figurou como hino.

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