Felipe Rau|Estadão
Felipe Rau|Estadão

Com melodias suaves, banda Victor e o Gramofone lança o primeiro EP

Grupo de Piracicaba, no interior de SP, iniciou a carreira em 2012

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2015 | 05h00

Muita coisa mudou na vida do Victor e o Gramofone nos últimos três anos. Formado em 2012 na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, o quarteto acaba de lançar o primeiro EP da carreira. Os arranjos simples e o vocal doce de Fabíola Peron transformam o trabalho bem orquestrado dos paulistas em verdadeiras joias da música pop mais recente.

As cinco canções do disco, todas escritas e cantadas em inglês, falam, em geral, sobre a vida, situações corriqueiras do cotidiano, espiritualidade. “As músicas abordam o amor universal. A ideia, portanto, é ser positivo. A gente sempre deve buscar as respostas dentro de nós mesmos. Não é o outro que vai resolver seu problema. Você deve olhar para si, ver o que está acontecendo e dar início ao processo de mudança. A essência do Victor e o Gramofone é o olhar interno”, afirma o baterista Phill Prates.

Além de Fabíola Peron nos vocais e Phill Prates na bateria, a banda conta ainda com Matheus Stockmann na guitarra e o irmão mais novo, Raul Stockmann, no baixo. Beatles, Wings, Pato Fu e Little Joy são algumas das mais fortes influências da banda.

Victor e o Gramofone não tem vergonha de se assumir pop. A veia mais popular da banda fica evidente na música Change Today. Acompanhada de um ukelele, a voz de Fabíola se destaca. Em First Day of the Year, canção mais pesada do quarteto, as harmonias consistentes ganham uma veia mais indie rock à la Strokes. “Cada um sente a música de um jeito diferente. Eu diria que é rock, mas deixo as pessoas livres para rotular nosso som”, afirma ainda Phill.

Com um gramofone nas costas para receber a reportagem do Estado para a sessão de fotos, o quarteto chega afoito ao Centro Cultural São Paulo, no Paraíso, zona sul da cidade, e fica deslumbrado com a arquitetura do local, que, até então, não conhecia. “São Paulo tem essa loucura toda, mas tem uma cena independente muito forte. Tem muita banda em Sorocaba, de todos os gêneros. De fato, existe uma cena acontecendo ali. No entanto, não dá para comparar. Por aqui a coisa ainda é mais forte”, crava o guitarrista Matheus Stockmann, que já morou na capital paulista há alguns anos.

O grupo não vê problemas com o fato de cantarem em inglês. Para eles, a sonoridade pop e alegre combina com o idioma. “No momento atual, percebemos que a música cantada em inglês chega mais longe. Quase todo mundo fala o idioma. E também achamos que a sonoridade fica melhor com nosso estilo. Já compomos algumas coisas em português. Pretendemos gravar o mais rápido possível”, lembra Phill.

Se 2015 terminou muito bem, com o lançamento do primeiro EP, em meados de outubro a banda precisou lidar com a saída do baixista e um dos fundadores da banda, Werllon Meira, que se mudou para São Paulo. Ele não conseguia dar conta dos ensaios e também do processo criativo das novas composições. “Mal conseguíamos passar as melodias mais recentes para o Werllon. Quando ele voltava para Piracicaba, já estava na hora de ensaiar para algum show. Não foi nada traumático, na verdade. Entramos num consenso para que a banda pudesse continuar trilhando seu caminho”, lembra a vocalista Fabíola Peron.

Na sequência, Raul Stockmann assumiu o baixo. “Já tinha tocado com a banda. Participei, inclusive, da gravação de uma das músicas do EP, Change Today. Sendo assim, não tivemos muita dificuldade de entrosamento”, conclui Raul.

 

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