Com meia hora de atraso, Madonna sobe ao palco do Maracanã

Apresentação estava marcada para 20h por previsão de chuva; mais de 130 mil devem assistir aos shows do Rio

da Redação, estadao.com.br

14 de dezembro de 2008 | 20h42

Madonna faz show embaixo de chuva no Maracanã. Fotos: Wilton Junior/AE     SÃO PAULO - Começou por volta das 20h30 desde domingo, 14, no Estádio do Maracanã, sob forte chuva, o primeiro show de Madonna no Brasil em quinze anos. Assim como todas as outras etapas da turnê Stick & Sweet pelo mundo, o show começou com atraso: era planejado que a apresentação, que foi aberta pelo DJ inglês Paul Oakenfold, fosse antecipada em uma hora devido a previsão de chuva no Rio de Janeiro e começasse pontualmente às 20h. Durante quase duas horas, os fãs cariocas poderão conferir os novos sucessos e os clássicos da rainha do pop, que ainda se apresentará no Rio na segunda antes de seguir para São Paulo, onde fará shows nos dias 18, 20 e 21. São esperadas 130 mil pessoas para os concertos do Rio.   Veja também: Especial Madonna no Brasil Tudo o que você precisa saber para ir aos shows  Galeria de fotos dos fãs à espera do show  Galeria de fotos do show    Toda vestida de preto, cabelos soltos e óculos escuros, nesta tarde a cantora repassou com sua banda trechos de músicas do roteiro, como Vogue, Into the Groove, 4 Minutes e Beat Goes On. O público carioca não teve o mesmo privilégio dos chilenos, que já tomavam boa parte do estádio, quando ela ensaiou. No gramado do Maracanã, presentes só o pessoal de serviço, o que, além da chuva fina que caía, a deixou um pouco incomodada.   "Está chovendo, o chão está todo molhado, essas pessoas estão me olhando, não estou conseguindo me concentrar", reclamou a estrela. Madonna decidiu antecipar o horário do início do show para as 20 horas pontualmente devido à previsão de piora do tempo. A princípio esta seria a hora em que o DJ inglês Paul Oakenfold entraria, mas seu set foi adiantado para as 18h30.     Ainda há muitas brechas no gramado, na arquibancada e cadeiras centrais. Segundo a PM, 25 mil pessoas já estão no local. Do lado de fora, as filas ainda são grandes, e não há registro de tumulto ou ocorrências policiais. A produção não montou nenhum esquema para prevenir possíveis tumultos com a chegada de fãs atrasados. Ainda há ingressos para alguns setores e apesar disso muitos cambistas também tentam vender ingressos.   Celebridades   É grande a movimentação de artistas e celebridades que vieram ao show. O camarote de um dos patrocinadores convidou mais de 250 pessoas. Já chegaram ao estádio Miguel Falabela, Vera Holtz, Ney Latorraca, Murilo Rosa, Paula Burlamaqui, Angelita Feijo, entre outros vips.   Murilo Rossa disse não ser um tiete apaixonado da diva. "Ela é um mito, por isso vim para vê-la de perto", afirmou. Já Angelita Feijó contou ser uma grande fã da estrela. "Ela está sempre se reinventado e sempre no topo", declarou.   Fãs enlouquecidos   Mal os portões se abriram e os fãs corriam feito doidos aos gritos para o gramado, alguns escorregando no tablado molhado e liso que protegia o gramado. "Não acredito que consegui ficar na grade", exultava Camila Moreira, 19 anos, uma das primeiras a entrar no estádio. "Ai, tira uma foto minha?", pede, com o celular em punho.   Ela chegou a uma das enormes filas que se formavam em torno do estádio às 15 horas, "mas já tinha uns amigos guardando lugar desde o meio-dia". Até que nem foi tão "sofrido" assim. "Essa gente que fica acampada é louca. Imagina, eu que cheguei a essa hora já estou aqui no melhor lugar." A enorme estrutura do palco ocupa um espaço maior do gramado do que da turnê Girlie Show, o que proporciona ao público a satisfação de poder ficar mais perto de seu ídolo. De cara, os dois enormes "M" de Madonna nas laterais enche a vista, assim como os telões, uma espécie de "gaiola" em forma cilíndrica e todo o resto, que parece da altura de um prédio de seis andares.   A predominância de rapazes visivelmente gays e mulheres no Maracanã confirma a tendência mundial. Mas havia também famílias inteiras, senhoras quarentonas e toda espécie de público não só do Rio, mas vindo de outras cidades, como São Paulo, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Vitória. Okenfoald entrou no palco às 18h40 e engatilhou uma série de hits de música eletrônica, transformando o Maracanã numa imensa pista de boate gay, com a platéia vibrando a cada virada do DJ.   (Com Fabiana Cimieri e Lauro Lisboa Garcia, de O Estado de S. Paulo)  

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