Cinco revolucionários do violão

Estado indica cinco grandes violonistas que só precisaram de um banquinho e um instrumento para recriarem a linguagem do violão brasileiro

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 07h00

As revoluções na música brasileira precisaram, muitas vezes, de apenas um banquinho e um violão. Clássicos, sertanejos, urbanos, sambistas, o Brasil é o país do violão.

1. João Pernambuco

Ele nasceu em 1883 na cidade pernambucana de Jatobá e aprendeu a tocar com cantadores do sertão, homens rústicos de sabedoria impressionante, como Bem-te-vi, Manuel Cabeceira e o cego Sinfrônio. Criou uma técnica peculiar e deixou mais de uma centena de composições, dentre elas choros, emboladas, toadas e cocos.

2. Baden Powell

Morto em 2000, Baden Powell de Aquino é considerado um dos maiores músicos brasileiros a partir sobretudo de seu trabalho nos anos 1960. Em 1966, fechou-se com Vinicius de Moraes para praticamente inventar um gênero de samba ao gravar o álbum Os Afro-sambas de Baden e Vinícius.

3. Dino Sete Cordas

Um dos grandes músicos de todos os tempos nas sete cordas, Dino aprendeu muito de seu jeito de tocar com o regional de Benedito Lacerda. Podia acompanhar não só músicos de choro, mas de vários outros gêneros. Foi ele quem deu o apelido ‘Lua’ a Luiz Gonzaga, o rei do baião, por causa de seu rosto redondo. 

4. Raphael Rabello

Cabe a Raphael um dos postos mais altos da música brasileira. Um virtuoso de técnica impressionante, tinha em sua linguagem elementos do erudito e do popular. Assina trabalhos com  Tom Jobim, Ney Matogrosso, Paulo Moura, João Bosco e Paco de Lucia.

5. Guinga

Violonista carioca de 68 anos renovou a linguagem do instrumento com uma composição sofisticada e de harmonia extremamente trabalhada. Seus discos são sempre bem criticados pela imprensa e um marco vem de 1996, chamado Cheio de Dedos, que ganhou um Prêmio Sharp como melhor disco instrumental do ano. 

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