Chivas Jazz define elenco da 5ª edição

Comemorando o seu 5.º aniversário, o Chivas Jazz Festival - a maior e mais instigante mostra do País dedicada integralmente ao gênero que lhe dá nome - já tem elenco e novas provocações definidos. O Chivas será realizado nos dias 5, 6, 7 e 8 de maio no Directv Music Hall, em São Paulo, e na Marina da Glória, no Rio. Festival que trouxe no passado os prodígios jazzísticos Jason Moran e Don Byron, o Chivas prepara o desembarque no Brasil, pela primeira vez, do grupo all stars Renaissance Band, que reúne os músicos Steve Swallow, o baterista e percussionista Bobby Previte, Marty Ehrlich e Curtis Fowlkes. Hard soul jazz, ou o que quer que chamem essa música, é algo pouco visto no mundo do jazz. Previte é o mestre-de-cerimônias dessa trupe nova-iorquina, ele que já teve bandas estelares como Weather Clear, Track Fast e Latin for Travellers. Mas agora Previte passou de todas as medidas, convocando pesos pesados do porte de Swallow (que tocou com Stan Getz, Gary Burton, Paul Bley e Jimmy Giuffre) e o bostoniano Marty Ehrlich, que tocou com Wayne Horvitz, Don Alias e é um dos monumentos da noite nova-iorquina. Na categoria "prodígios", uma agradável notícia: outro que confirmou presença no festival é o pianista Andrew Hill, de Chicago, um dos mais originais processadores da herança musical de Bud Powell e Thelonious Monk. Alinhado com o bebop, mas também com o jazz de vanguarda, Hill é um culto de jazzistas desde os anos 60, quando começou a gravar seus discos solo (ele nasceu em 1937). Acompanhado por músicos como Tony Williams e Clifford Jordan, ele ergueu uma carreira irrepreensível. Também virá a big band "cosmic and stellar" Sun Ra Arkestra, sob a batuta de Marshall Allen. O pianista, tecladista, organista e multihomem Herman Poole "Sonny" Blount (nome real de Sun Ra) nasceu em 1914 e morreu em 1993. Vanguardista notório, uma das figuras mais enigmáticas do jazz, ele iniciou a carreira no Alabama natal, sob as bênçãos do blues, e criou a famosa Arkestra (de abordagem teatralizada para o palco) em Chicago, tornando-se um dos maiores improvisadores do gênero. No quesito "repatriação", o Chivas prestou grandes serviços à música brasileira. No ano passado, agendou um show de Dom Salvador no País, após 30 anos de auto-exílio do pianista em Nova York. Foi um momento de grande emoção. Também reapresentou à cidade uma cantora de técnica apuradíssima, Luciana Souza. Este ano, outro "expatriado" virá a bordo do festival. Trata-se do trombonista Raul de Souza, que vive em Paris, mas que de vez em quando aparece por aqui para shows no Supremo Musical e congêneres. Agora, volta com o reconhecimento que merece.

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