Ritzau Scanpix/ Reuters
O rapper americano Travis Scott Ritzau Scanpix/ Reuters

Chile segue Argentina e adia o Lollapalooza 2020

Festival seria realizado dias 25, 27 e 29, em Santiago, uma nova data está sendo estudada pela organização

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 14h24

Devido à pandemia de coronavírus e seguindo o que foi decidido pela Argentina nesta quinta, 12, o Chile também decidiu adiar sua edição 2020 do festival Lollapalooza, que seria realiado dias 25, 27 e 29 de março, em Santiago. Organização informa que está procurando nova data para a realização do festival, no segundo semestre. 

Esse deve ser o caminho de muitos outros shows organizados em diversos países, na tentativa de conter o avanço do Covid-19, que vem afetando a saúde das pessoas e travando a circulação e concentração de público em locais das apresentações.

Entre os destaques da edição do Chile, nomes como Travis Scott, Lana Del Rey, The Strokes. 

Aqui no Brasil, todos aguardam pronunciamento sobre a edição do Lollapalooza aqui no País, que está marcado para começo de abril, de 3 a 5, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. 

 

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Argentina adia Lollapalooza 2020 por causa do coronavírus

Edição do festival no país vizinho seria realizado entre os dias 27 e 29 de março, e organização procurada no segundo semestre

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 13h40

Está confirmado o adiamento do festival Lollapalooza da Argentina por causa do coronavírus. Eventor seria realizado entre os dias 27 e 29 de março, em San Isidro. Organização informa que está procurando nova data para a realização do festival, no segundo semestre. 

Esse deve ser o caminho de muitos outros shows organizados em diversos países, na tentativa de conter o avanço do Covid-19, que vem afetando a saúde das pessoas e travando a a circulação e concentração de público em locais das apresentações.

Aqui no Brasil, todos aguardam pronunciamento sobre a edição do Lollapalooza aqui no País, que está marcado para começo de abril, de 3 a 5, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. 

 

Entre as atrações da edição argentina, o Lollapalooza havia escalado nomes como Lana Del Rey e Guns N'Roses. 

 

 

 

 

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Como o coronavírus pode fazer a temporada de festivais de música desaparecer

Nos EUA, o cancelamento do SXSW e o possível adiamento do Coachella colocam em risco a sequência de eventos de verão

Sonia Rao, The Washington Post

10 de março de 2020 | 17h28

A economia local de Austin, no Texas, passou a esperar um influxo de receita do South by Southwest, o festival de música, cinema e tecnologia anual que atrai milhares de visitantes. Então quando a cidade, citando o crescimento do novo coronavírus, cancelou o evento este ano, mandou um choque ao sistema. Artistas em ascensão perderam a chance numa plataforma de muita atenção. Pequenos negócios viram sumir um inchaço aguardado no tráfego de pedestres.

“Estamos devastados em dividir essa notícia com vocês”, disseram os organizadores do SXSW na semana passada. “‘O show deve continuar’ está no nosso DNA, e essa é a primeira vez em 34 anos que o evento em março não acontecerá.” 

A decisão, tomada ao mesmo tempo em que autoridades municipais declararam calamidade pública com a ameaça do coronavírus, tem sido classificada como lamentável mas necessária. Os festivais são o mais recente setor da indústria do entretenimento a sofrer com o resultado do vírus potencialmente mortal se espalhando pelo mundo, e, apesar de outros terem cancelado seus planos antes, o SWSX é amplamente visto como um ponto de inflexão. Com rumores de ser transferido de abril para outubro, o Coachella Valley Music and Arts Festival é o próximo grande evento com a batata quente.

E conforme a temporada de festivais de verão no hemisfério norte se aproxima, não será o último.

“Esse é o começo do vírus”, disse o advogado de entretenimento baseado em Nova York David Chidekel. “O que está acontecendo é que as pessoas, de um ponto de vista preventivo, começam a pensar que é melhor cancelar do que, se algo der errado, parecer os babacas gananciosos que não fizeram nada.”

O SXSW relatou mais de 400 mil participantes no ano passado. O Coachella, localizado num condado da Califórnia que reportou múltiplos casos do novo coronavirus, espera atrair cerca de 250 mil. E o Stagecoach, o festival de música country após o Coachella, já teve mais de 70 mil.

Mesmo se uma cidade não declara calamidade pública ou limita o tamanho de ajuntamentos autorizados, Chidekel diz que há a ameaça de um “desastre de relações públicas” sobre os eventos de grande escala agendados para o futuro próximo. Dessa posição, ele continua, não há tanto prejuízo em cancelar. Se o surto piorar, os organizadores vão estar na linha de frente daqueles tentando impedi-lo; se não, eles ainda serão “aqueles que de maneira prudente colocaram seus interesses financeiros em banho-maria pela segurança das pessoas”.

O jornal The Washington Post entrou em contato com diversos festivais agendados para os próximos meses nos EUA. Os dois que responderam, BottleRock Napa Valley and D.C.'s Broccoli City Festival, ocorrem em maio e disseram que, nesta terça-feira, planejam seguir em frente enquanto continuam em contato com as autoridades de saúde.

A perda financeira de jogar fora um festival pode ser impressionante, chegando aos milhões. Os organizadores do SXSW confirmaram para o Austin Chronicle que não tinham seguro cobrindo cancelamento por “infecções bacterianas, doenças contagiosas, vírus e pandemias”. As apólices comuns não cobrem esse tipo de causa, apontou Chidekel, acrescentando que “elas passarão a cobrir, posso garantir”. 

Em relação ao pagamento de artistas, festivais de música cancelados podem não ter tanta obrigação financeira. Com a exceção de headliners que podem ser pagos adiantados — “o 1%, digamos”, afirma Chidekel — a maioria dos artistas assina contratos sujeitos a uma cláusula de “força maior”, o que alivia o festival de cumprir suas obrigações contratuais quando as circunstâncias estão fora de seu controle.

Tom Leavens, um advogado baseado em Chicago que serviu como conselheiro na Pitchfork Media antes da sua venda para a Condé Nast, costumava ajudar a coordenar o Pitchfork Music Festival e disse que cláusulas de força maior são “bastante comuns” nas indústrias. Enquanto o surto de coronavírus em si possa ser suficiente para ativar a cláusula, Leavens disse que as declarações de calamidade pública de governos locais, como em Austin, fornecem um porto seguro.

“É um argumento mais forte para o festival, se eles são proibidos de seguir em frente por conta de ação governamental”, disse Leavens. “Quaisquer licenças que tenham sido garantidas ou retiradas, quaisquer recursos que a cidade forneceria, seriam retirados… Eles não podem levar a culpa por isso.”

Há um argumento a favor do adiamento de festivais que encontra paralelo no que provavelmente aconteceu com o último filme de James Bond, No Time to Die, cujo lançamento foi adiado de abril para novembro. A decisão foi dispendiosa, dado o dinheiro gasto com divulgação até agora, mas os produtores devem recuperar no outono, quando os cinemas na China, o segundo maior mercado de cinema do mundo, devem estar abertos novamente. De maneira similar, os fãs de música podem estar mais inclinados a participar do Coachella em outubro, caso ele seja realmente adiado. 

Enquanto alguns artistas cancelaram ou adiaram turnês, casas de shows menores não parecem ter sido atingidas ainda. A diretora de comunicação da IMP, empresa que opera palcos em Washington, DC, Audrey Fix Schaefer, disse que eles aumentaram os esforços de higienização mas não tiveram de cancelar nenhum show ainda. Mas a situação está evoluindo, disse. É difícil prever como ela vai proceder.

“Veremos mais disso”, disse Chidekel. “Vai afetar os esportes, vai afetar - bom, o lance do James Bond, certo? É escandaloso. Essa é a ponta do iceberg.” / Tradução Guilherme Sobota

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Jorge Drexler troca show por live no Facebook por causa do novo coronavírus

Canto, que ganhou um Oscar em 2005, iria realizar duas apresentações na Costa Rica, mas elas foram adiadas para evitar aglomeração de pessoas

João Pedro Malar*, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 17h14

Com o aumento dos casos de transmissão do novo coronavírus ao redor do mundo, tem crescido também o cancelamento de shows, conferências e outros eventos, para evitar a aglomeração de pessoas. O cantor Jorge Drexler, porém, encontrou um meio criativo para substituir um concerto adiado devido à pandemia: a realização de uma transmissão ao vivo no Facebook no horário do evento.

Drexler, cantor e compositor uruguaio que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original em 2005 com Al Otro Lado Del Rio, iria realizar duas apresentações no Teatro Melico Salazar, na Costa Rica, uma na terça-feira, 10, e outra na quarta-feira, 11. Ambas foram adiadas, no dia 10, para agosto de 2020.

Como alternativa, Drexler fez uma publicação horas antes do concerto avisando aos seguidores que realizaria um vídeo ao vivo no Facebook para substituir a apresentação, e também pediu para que as pessoas fossem sugerindo, durante a live, músicas para ele tocar. A apresentação foi feita no próprio Teatro Melico Salazar no horário combinado, com uma plateia vazia ao fundo e Drexler no centro do palco.

“O que estão vendo é o Teatro Melico Salazar, na Costa Rica. A esta hora estaríamos começando um concerto, as entradas estavam vendidas há muito tempo, se esgotaram em uma hora para o show de hoje e em algumas horas para o de amanhã, mas por razões que vocês conseguem imaginar tivemos que adiar o concerto”, comentou Drexler no início da live. 

No mesmo dia em que os concertos foram adiados, já na Costa Rica, Jorge Drexler publicou no Instagram um vídeo em que mostra uma canção composta nesta terça-feira, 10, sobre os efeitos da expansão do novo coronavírus nas relações entre as pessoas. “A paranoia e o medo não são, e não serão, o modo de sairmos juntos [da pandemia]”, diz um trecho da música.

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais

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Fama Museu de Itu adia abertura da exposição de Tarsila do Amaral por causa do coronavírus

Abertura da mostra com desenhos raros da artista seria neste sábado, 14, uma nova data será divulgada nos próximos dias

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 14h47

O Fama – Fábrica de Arte Marcos Amaro de Itu emitiu comunicado informando o adiamento da abertura da exposição com desenhos raros de Tarsila do Amaral, que seria neste sábado, 14, por causa da pandemia do coronavírus

Aqui o comunicado:

A abertura da exposição Tarsila: estudos e anotações, marcada para este sábado (14/3) no FAMA Museu, em Itu, foi adiada em função da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), conforme anunciado ontem (11/3) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A nova data para abertura da mostra será decidida nos próximos dias, com base nas orientações das autoridades de saúde.

Entre as 2 mil obras pertencentes ao acervo da fundação mantida pelo colecionador e galerista Marcos Amaro, figuram 203 desenhos originais da modernista Tarsila do Amaral (1886-1973) e são estar obras que integram essa exposição, que terá nova data para ser aberta.

Com 50 funcionários trabalhando no espaço cultural – uma antiga fábrica de jeans tombada pelo Patrimônio, que está sendo restaurada –, a Fama já recebe 12 mil visitantes por ano, número que tende a crescer com a futura exposição de Tarsila organizada pelas curadoras Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros. Essa previsão se justifica após o êxito da retrospectiva da pintora (Tarsila Popular) no Masp, que bateu recorde de visitação em 2019.

Mais conhecida como pintora, Tarsila foi também exímia desenhista, formada no ateliê do acadêmico Pedro Alexandrino (1856-1942), onde conheceu Anita Malfatti (1889-1964), de quem se tornou amiga. Alexandrino, aluno de Almeida Júnior (1850-1899), foi formado – a exemplo do amigo professor – no rigor da academia francesa, dando muito valor ao desenho, que considerava a base fundamental da boa pintura. Curiosamente, foi o projeto racional do desenho que levou Tarsila a desenvolver sua expressão cromática livre e sensual, como provam alguns esboços da futura exposição da Fama. Também com Alexandrino, lembra a curadora Regina Teixeira de Barros, Tarsila criou o hábito de carregar caderninhos de anotações e esboços, origem de muitos dos desenhos que poderão ser vistas nesta mostra, que ganhará nova data para ser realizada em Itu, cidade vizinha onde nasceu Tarsila, Capivari.

 

 

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Festival de Curitiba anuncia suspensão do evento por conta da pandemia de coronavírus

Organização informou que vai transferir a 29ª edição da mostra, que ocorreria entre 24 de março e 4 de abril

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 14h33

A produção do Festival de Curitiba informou, nesta quinta, 12, que vai adiar a programação de sua mostra para evitar a disseminação do Covid-19, o novo coronavírus. A 29ª edição seria realizada de 24 de março a 5 de abril.

O evento será reagendado entre os dias 1º e 13 de setembro de 2020. 

Em nota, o comunicado justifica que "a decisão se deve à segurança e ao cuidado com a saúde do público, dos artistas e de toda a equipe de trabalho."

Os ingressos já adquiridos continuam válidos para a programação nas datas informadas.

COMUNICADO

A produção do Festival de Curitiba informa a decisão do adiamento de toda a sua programação devido à pandemia do Covid 19, o coronavírus.

A decisão se deve à segurança e ao cuidado com a saúde do público, dos artistas e de toda a equipe de trabalho.

O evento está adiado para setembro de 2020, entre os dias 1° e 13.

Os ingressos já adquiridos continuam válidos para a programação nas datas informadas.

Mais informações em breve.

 

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Espanha fecha Museu do Prado e outros por causa do coronavírus

A medida vai entrar em vigor no dia 12 de março e vale até novo aviso, informou o Ministério da Cultura da Espanha

Redação, Reuters

12 de março de 2020 | 09h30

Todos os museus estatais de Madri, incluindo o Museu do Prado, Rainha Sofia e Thyssen-Bornemisza, vão fechar suas portas ao público devido à epidemia de coronavírus que afetou a capital espanhola, afirmaram nesta quarta-feira autoridades do país.

A medida vai entrar em vigor no dia 12 de março e vale até novo aviso, informou o Ministério da Cultura da Espanha no Twitter.

O museu Reina Sofia, onde estão as obras Guernica, de Picasso, e outras famosas de arte moderna, também tuitou sobre fechamento de suas portas ao público.

 

 

Madri já suspendeu aulas em escolas por 15 dias e proibiu as grandes reuniões, enquanto tenta lidar com um aumento significativo de casos de coronavirus.

As autoridades sanitárias afirmaram que os casos conhecidos na região da capital espanhola subiram a 1.024, dos 782 registrados na terça-feira, aproximadamente a metade do total nacional.

A Espanha se tornou o segundo país europeu mais afetado, depois da Itália. Autoridades espanholas informaram que foram registradas 47 mortes, 31 delas em Madri.

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The Who cancela turnê no Reino Unido por causa do coronavírus

Grupo afirmou que a turnê de três semanas deve acontecer ainda este ano

Sarah Young, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 13h14

A banda britânica de rock The Who cancelou uma turnê que faria pelo Reino Unido devido à pandemia de coronavírus, apenas quatro dias antes de subir ao palco em Manchester.

Fomoso por sucessos como My Generation e Substitute, o grupo afirmou que a turnê de três semanas deve acontecer ainda este ano.

“Não chegamos a essa decisão facilmente, mas, dadas as preocupações com eventos públicos, não pudemos seguir em frente”, disse o guitarrista e cantor Pete Townshend em comunicado nesta quinta-feira.

Temores sobre a rápida proliferação do vírus levaram a cancelamentos de shows e eventos esportivos ao redor do mundo, incluindo o torneio de tênis de Indian Wells e o festival Coachella, e levantaram questionamentos sobre a Olimpíada de Tóquio.

 

 

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