Belen Majdalani
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Chico Trujillo traz a irresistível cumbia chilena para São Paulo

Orquestra que vem ao Brasil pela terceira vez faz nesta sexta (1), no Sesc Pinheiros, uma combinação sonora que convida a bailar o tempo todo

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2019 | 19h56

A cumbia, esse ritmo colombiano de nascença, vem também do Chile. E já faz tempo. Eles já estão na geração da nova cumbia e têm como um dos maiores representantes o grupo Chico Trujillo. Há na verdade uma mistura de ritmos, cumbia, ska, reggae, surf music, música dos Andes, rock. O resultado é um conteúdo tão sedutor que coloca em xeque o próprio meio onde vão se apresentar. O Teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros, hoje, às 21h30.

Trujillo é uma orquestra com três metais, guitarra, baixo, cuatro, teclado, bateria e percussão. Seu bandleader, que não fala com a imprensa, é Aldo Asenjo ‘Macha’, quem começou tudo depois de integrar a banda de punk rock La Floripondio. Em 1999, o rumo de sua música começou a mudar e surgiu a Chico Trujillo.

A questão é assisti-los no (ótimo) teatro. O problema não é o espaço, mas a postura que qualquer um deles exigiria da plateia. Manter-se sentado diante da poderosa massa de metais instigantes e das sutilezas caribenhas que convidam a bailar o tempo todo se torna um teste.

Quem fala pelo grupo é Sebastian Cabezas ‘Zorrita’, trompetista do grupo. Se o público no Brasil tem entendido mais ritmos locais latinos como a cumbia (há pouco tempo tudo era jogado na tina da salsa), ele diz: “Não há muitas pessoas, mas as poucas são fortes e essa plateia está crescendo.” Eles se apresentaram pela primeira vez aqui em 2013, na casa Serralheria (Lapa), e, em 2015, no Centro Cultural Rio Verde (Vila Madalena). 

Zorrita diz que não há explicação para o sucesso mundial de expoentes latinos como o portorriquenho Luis Fonsi. “O que ele e outros fazem está longe do que fazemos, e é estranho até mesmo nos agrupar apenas com base na linguagem. A música pop global foi assumida por latinos nos últimos anos, é verdade, mas isso mudará em um ou dois anos... Nossa música, daqui a cinco anos, provavelmente não será datada.” E o Brasil, poderia estar mais aberto à América Latina? “Talvez um dia o brasileiro ame toda a música latina, e não apenas o reggaeton.”


CHICO TRUJILLO

Sesc Pinheiros.  

Rua Paes Leme, 195. 

Tel. 3095-9400. Sexta (1º),  

21h. R$ 12/R$ 18 

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