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Chega às bancas a coleção Grande Discoteca Brasileira Estadão

Serão 25 CDs acompanhados de um livreto com fotos inéditas e informações sobre os discos

O Estado de S. Paulo,

17 de outubro de 2010 | 09h40

A partir deste domingo, 17, chega às bancas a coleção Grande Discoteca Brasileira Estadão. Ao todo serão 25 volumes, cada um com um CD acompanhado de um livreto com média de 60 páginas, incluindo fotos inéditas e informações técnicas sobre discos de grandes intérpretes e compositores da música brasileira.

 

Um volume será lançado a cada domingo até o início de abril. Artistas que escreveram a história do cancioneiro nacional terão seus álbuns antológicos (veja a relação completa e comentada abaixo) chegando novamente às mãos do público.

 

Os assinantes do jornal terão um preço especial, ganhando os cinco primeiros discos gratuitamente. Para este grupo, o preço da coleção completa será de R$ 298 ou cinco parcelas de R$ 59,60. Para não-assinantes, custará R$ 372, 50, também pagos em cinco vezes. O público também poderá comprar cada edição separada nas bancas por R$ 14,90. Os discos poderão ser adquiridos pelo site www.discotecaestadao.com.br ou pelo telefone 0800-7702166, de segunda a sexta, das 8 h às 20 h, e aos sábados e domingos, das 8 h às 14 h.

 

"A coleção é muito importante porque oferece ao público um produto exclusivo, muito bem pensado, cuidadosamente selecionado e preparado. É um projeto que levará cultura, informação e entretenimento às pessoas por meio de um acervo valioso de discos aclamados pela crítica em sua época e que permaneceram ao longo do tempo", diz Daniel D"Andrea, diretor de produtos de consumo do Grupo Estado.

 

Para formar esta coleção exclusiva, o Estado contou com a curadoria do produtor musical Ricardo Moreira, com grande experiência no mercado fonográfico, tendo trabalhado como consultor de catálogos de grandes gravadoras.

 

Como toda lista raramente atinge uma unanimidade, Moreira teve a difícil tarefa de escolher 25 discos que contassem parte da importante história da música popular do País. "Eu procurei me ater a algum certo consenso, com discos extremamente relevantes para a música brasileira e que não poderiam ficar de fora de uma coleção como essa. Foi muito difícil escolher apenas 25 álbuns em um país com uma riqueza musical continental, foi uma tarefa para se dar para algum inimigo", brinca o curador.

 

De início, Moreira pensou em organizar a coleção por ordem cronológica, mas depois desistiu de se preocupar em contar uma história linear. A prioridade, mesmo com alguns dos álbuns da coleção estando ainda em catálogo, foi prestar um serviço panorâmico e ilustrativo de momentos marcantes do cancioneiro nacional. "A ideia foi fincar as balizas da música brasileira e explicar até para o leitor que não presta muita atenção em música o que é a MPB. Para fazer isso, escolhemos discos extremamente marcantes, que quebraram paradigmas de seus períodos, como o Tropicália, que é o primeiro da série", diz.

 

Para cumprir o objetivo, o curador selecionou discos de diferentes momentos da história da música brasileira e diversos gêneros, passando pelo samba, o tropicalismo, o baião, o pop rock, entre tantos outros. Cada fascículo contém uma biografia do artista antes e durante o período do disco em questão, contexto histórico, cultural e social do Brasil em determinadas épocas, discografia relacionada ao universo dos respectivos álbuns, capa e contracapa originais.

 

"Com a coleção, conseguimos mostrar bases da música popular brasileira para o leitor e ouvinte. Pensamos em mapear os momentos mais importantes da produção nacional em diferentes períodos, mesmo com discos que estejam em catálogo, em vez de lançar discos que hoje são raros, mas que não foram tão relevantes como os escolhidos para a cultura do País. Os álbuns escolhidos têm motivos de sobra, por sua importância em diferentes épocas e até hoje para a música do Brasil. São um verdadeiro patrimônio", diz o curador.

 

 

DISCOTECA DE RARIDADES

 

1ºCD: TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENSES

Ano: 1968 Gravadora: Polygram/Philips

O primeiro disco da "Grande Discoteca Brasileira Estadão" reúne Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé, Gal Costa e Nara Leão, com clássicos como Panis et Circenses, Bat Macumba e Baby.

 

2ºCD: MEUS CAROS AMIGOS

Ano: 1976

Gravadora: Phonogram/Philips

Disco antológico, tem verdadeiros hinos contra o regime militar, como O Que Será (À Flor da Pele) e Meu Caro Amigo.

 

3ºCD: IDEOLOGIA

Ano: 1988

Gravadora: Polygram/Philips

Marco de uma geração e do rock dos anos 1980, com produção de Ezequiel Neves, tem Ideologia, Brasil e Faz Parte do Meu Show.

 

4ºCD: CLUBE DA ESQUINA

Ano: 1972

Gravadora: EMI-Odeon

Com harmonias e formas criativas, tem alguns arranjos históricos de Eumir Deodato e Wagner Tiso para Clube da Esquina nº 2 e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo.

 

5ºCD: CINEMA TRANSCENDENTAL

Ano: 1968

Gravadora: Polygram/Philips

Com o grupo A Outra Banda da Terra, Caetano estoura com sucessos como Lua de São Jorge, Menino do Rio, Cajuína e Beleza Pura.

 

6ºCD: ACABOU CHORARE

Ano: 1972

Gravadora: Som Livre

A trupe de Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby do Brasil fez um clássico instantâneo, com Preta Pretinha, Tinindo Trincando e A Menina Dança.

 

7ºCD: SECOS & MOLHADOS

Ano: 1973

Gravadora: Continental/ WEA

O performático grupo liderado por Ney Matogrosso chocou os bons costumes da época com petardos como Sangue Latino, O Vira e Fala.

 

8ºCD: CABEÇA DINOSSAURO

Ano: 1986

Gravadora: WEA

Com produção de Liminha, o maior álbum da carreira dos Titãs, com formação original, tem Polícia, Bichos Escrotos, Família e Homem Primata.

 

9ºCD: A TÁBUA DE ESMERALDA

Ano: 1974

Gravadora: Polygram/Philips

O disco retrata Jorge Ben em uma fase de magia com Os Alquimis-tas Estão Chegando, Zumbi e Errarr Humanum Est.

 

10ºCD: FRUTO PROIBIDO

Ano: 1975

Gravadora: Phonogram/Philips

Depois de deixar Os Mutantes, Rita Lee grava com Tutti Frutti um álbum antológico, com Ovelha Negra, Agora Só Falta Você e Luz Del Fuego.

 

11ºCD: EXPRESSO 2222

Ano: 1972

Gravadora: Polygram/Philips

Primeiro disco de Gilberto Gil após o exílio em Londres, tem Expresso 2222, Chiclete Com Banana e Cada Macaco No Seu Galho.

 

12ºCD: TUDO AZUL

Ano: 1984

Gravadora: WEA

Também produzido por Liminha, o hit maker Lulu Santos estourou com O Último Romântico, Certas Coisas, Tudo Azul, estas em parceria com Nelson Motta.

 

13ºCD: A DIVINA COMÉDIA

Ano: 1968

Gravadora: Polydor/Polygram

O álbum também foi batizado pela faixa de maior sucesso, Ando Meio Desligado, que tinha ficado apenas em 10º lugar no festival.

 

14ºCD: FALSO BRILHANTE

Ano: 1976

Gravadora: CBD-Phonogram/Philips

Baseado no show Falso Brilhante, realizado no Teatro Bandeirantes, tem Elis Regina em plena forma, em Como Nossos Pais, Fascinação e Tatuagem.

 

15ºCD: PÉROLA NEGRA

Ano: 1973

Gravadora: Polygram

Com arranjos de Perinho Albuquerque, trabalho revela o talento de intérprete e compositor de Luiz Melodia com Pérola Negra e Estácio, Holly Estácio.

 

16ºCD: A VOZ, O VIOLÃO

Ano: 1976

Gravadora: Som Livre

Segundo lugar no Festival Abertura, o sucesso Fato Consumado integra este álbum de Djavan, com Flor de Liz, Maria das Mercedes, Embola Bola e Para-Raio.

 

17ºCD: AS AVENTURAS DA BLITZ

Ano: 1982

Gravadora: EMI-Odeon

Com um pop rock debochado, o grupo carioca conquistou fama nacional com sucessos como Você Não Soube me Amar e Mais Uma de Amor (Geme Geme).

 

18ºCD: GONZAGUINHA DA VIDA

Ano: 1979

Gravadora: EMI-Odeon

O disco de Gonzaguinha tem um grande sucesso nacional, que é lembrado até hoje, Explode Coração, com arranjo do pianista Gilson Peranzzetta.

 

19ºCD: SELVAGEM?

Ano: 1986

Gravadora: EMI-Odeon

Mais um álbum com o toque de Liminha, Os Paralamas do Sucesso saíram de Brasília para ganhar o Brasil inteiro com Alagados, A Novidade e Melô do Marinheiro.

 

20ºCD: A DANÇA DA SOLIDÃO

Ano: 1972

Gravadora: EMI

Com sambas populares e refinados, Paulinho da Viola canta temas antológicos como Guardei Minha Viola, Meu Mundo É Hoje e No Pagode do Vavá.

 

21ºCD: SOMOS TODOS IGUAIS NESTA NOITE

Ano: 1977

Gravadora: EMI-Odeon

O disco marca a volta de Ivan Lins, que aquele ano havia sido gravado por Elis Regina. Destaque para Mãos de Afeto e Dinorah, Dinorah.

 

22ºCD: CAÇA À RAPOSA

Ano: 1975

Gravadora: RCA

Produzido por Rildo Hora, tem o violão percussivo de João Bosco em Mestre Sala dos Mares, Caça à Raposa, Kid Cavaquinho e o bolero Dois Pra Lá, Dois Pra Cá.

 

23ºCD: CAVALO DE PAU

Ano: 1982

Gravadora: Polydor/Polygram/Philips

Marca o deslanchar da carreira do pernambucano Alceu Valença, com Tropicana e Pelas Ruas Que Andei, com o baiano Vicente Barreto.

 

24ºCD: CANTAR

Ano: 1974

Gravadora: Phonogram/Philips

Com a produção de Caetano Veloso, Gal Costa gravou temas de diversos autores, como A Rã e a clássica interpretação de Lágrimas Negras.

 

25ºCD: ZÉ RAMALHO

Ano: 1978

Gravadora: Epic/CBS

Disco de estreia de Zé Ramalho revelou para o País o seu timbre e as suas composições características, com sucessos como Chão de Giz e Bicho de 7 Cabeças, entre outros.

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