Julio Maria/Estadão
Julio Maria/Estadão

'Charles Bradley era o útimo dos grandes soulmen', diz curador do Rock in Rio

Músico se apresentaria no festival, mas cancelou a turnê no início do mês; Zé Renato, curador do palco Sunset, disse que perda é irreparável

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2017 | 16h59

RIO - Charles Bradley foi anunciado atração do Palco Sunset do Rock in Rio em março. No último dia 6, ele cancelou o show, e o festival anunciou o encontro entre Elza Soares e Rael como substituto. O cantor norte-americano, mestre do soul, fez o anúncio no seu perfil do Facebook - a apresentação no festival seria dia 16, e, na véspera, ele cantaria no Sesc Pompeia.

Bradley se tratava de um câncer no estômago. Imaginava estar curado quando descobriu que o fígado também havia sido atingido. Ele morreu neste sábado, 23, aos 68 anos.

Um comunicado feito aos fãs no dia 6 explicou: "Como vocês devem saber, Charles foi diagnosticado com câncer de estômago no outono passado e, depois de sofrer tratamento e vencê-lo, voltou para a estrada na primavera passada. Ele começou a se sentir mal nas últimas datas da turnê e soube que seu câncer se espalhara pelo fígado, embora não tivesse voltado ao estômago. Ele parará por um tempo para se concentrar no tratamento e recuperação."

Na ocasião, o próprio escreveu: "Eu amo todos vocês, que fizeram com que meus sonhos se tornassem realidade. Quando voltar, voltarei forte, com o amor de Deus. Com a vontade de Deus, volto logo".

Curador do Palco Sunset, o músico Zé Ricardo ficou chocado com a notícia de sua morte. "Ainda estou em estado de de coque, soube há duas horas e já chorei muito. É uma perda irreparável para o Rock in Rio. Ele era o último dos grandes soulmen".

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