Charles Aznavour completa 90 anos de idade

Cantor de origem armênia tem shows marcados em várias cidades do mundo

EFE

22 de maio de 2014 | 10h45

Charles Aznavour, um dos cantores mais queridos da França, embaixador armênio e representante de Erevan na ONU e na Unesco, completa 90 anos de idade nesta quinta-feira, 22 de maio, em Berlim, onde se encontra após o lançamento de um CD quádruplo com 90 temas seus.

O criador de La Bohème, que fará um concerto na capital alemã, afirma que neste ponto da sua vida e sua carreira o menos importante é a idade.

O que foi confirmado pelo porta-voz do cantor, que disse à EFE que “ele não pretende comemorar seu aniversário. Não há nenhuma razão especial”, para isto. “Ele festejará os seus 100 anos”, acrescentou o porta-voz desta monumental figura da canção, que iniciou a carreira aos nove anos de idade, mas cujo início foi muito difícil até seu talento ser reconhecido em meados dos anos 50.

Na mesma agência de comunicação 96b onde se reúnem outros mitos da música francesa as pessoas lembram, contudo, que em 12 de maio, dez dias antes desta data tão importante para os milhões de fãs de Aznavour em todo o mundo, foi lançado um álbum oficial com suas melhores músicas, Aznavour 90ème Anniversaire.

São 90 temas lendários culminando com Tendre Arménie e começando com Le feutre taupé e Départ express, duas canções em dueto cantadas no início da sua carreira com Pierre Roche.

Entre essas baladas e até a penúltima canção, Viens m´emporter, estão músicas famosas como Tu t´laisses aller, Je m´voyais déjà, For me, formidable, La mamma, Que c´est triste Venise, Plus rien, Emmenez-moi, e mais três duetos com Edith Piaf, Katia Aznavour e Mayra Andrade.

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O cantor, ator, político e escritor, capaz de desdenhar, mas sem ferir ninguém, os múltiplos elogios que recebe e diz que se considera um simples artesão, não escolheu as músicas do álbum. Foram os especialistas da gravadora Universal, “e o fizeram muito bem”, disse Aznavour na semana passada numa entrevista ao canal France 2.

“Eu não conseguiria fazer essa seleção. Não tenho o senso comercial de saber o que o público desejaria. Sei o que quero fazer, mas não o que ele vai gostar”.

Com muita vida, curiosidade, energia, e também contradições, o intérprete que afirma escrever pelo menos uma canção por dia, mas joga muitas no lixo, não gosta de falar em despedida embora tenha marcado a data para seu concerto de adeus.

“Será em 22 de maio de 2024”, disse no dia 14 deste mês, em Erevan, frente a um público muito especial, formado pelo presidente francês François Hollande e seu colega armênio Serge Sarkisian.

E já se sabe que no concerto desta terça-feira em Berlim não haverá festejos. A sala de concertos O2 estava livre neste dia e ele concordou em dar um concerto ali. Isto é tudo, reafirmou a mídia francesa, repetindo o que o cantor disse para a imprensa alemã.

Mas na França a mídia não para de comentar a insaciável e prolífica atividade deste filho de armênios que imigraram para a França e que ama cantar para seu público, mas que acima de tudo adora escrever.

Tarefa que hoje o mantém concentrado, com suas composições diárias, dois romances em curso e a quarta parte da “trilogia” de suas memórias.

Atividade que ele concilia com sua vida familiar e os concertos em todo o mundo. Em primeiro de junho, Aznavour estará no Royal Albert Hall, em Londres; e no dia 26 do mesmo mês no Gran Teatre del Liceu de Barcelona; em primeiro de julho em Roma. No dia 13 de setembro em Los Angeles, nos Estados Unidos e em três de outubro em Moscou.

Tradução de Terezinha Martino

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