Leo Aversa / Divulgação
Leo Aversa / Divulgação

Céu e Skank vão homenagear Jorge Ben Jor

Todos vão participar de shows gratuitos que serão apresentados em seis capitais brasileiras – São Paulo será a última, com espetáculo em 25 de junho

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2017 | 19h51

Aos 71 anos (chega aos 72 em março), Jorge Ben Jor continua sendo um homem encantador. Na manhã desta terça-feira, 7, o guitarrista, cantor e compositor foi anunciado como o homenageado da sexta edição do Nívea Viva, projeto que, a cada ano, une músicos distintos para cantar a obra de um grande nome – foi assim com Elis Regina, Tom Jobim e Tim Maia, por exemplo. Agora, para festejar Ben Jor, seis capitais brasileiras receberão shows que vão reunir Céu, a banda Skank e o próprio Ben Jor – o primeiro show acontece em Porto Alegre, no dia 2 de abril, e o último em São Paulo, em 25 de junho.

“Jorge é um alquimista da música popular brasileira”, comentou a diretora-geral Monique Gardenberg. “Ele despontou logo depois da Bossa Nova e, depois de frequentar a Jovem Guarda e a Tropicália, se tornou conhecido em todo o mundo, graças ao seu sotaque jazzístico. Chegou até o rap, com Mano Brown, sem se esquecer do pagode, onde também foi gravado.” 

Monique conta que a programação vem sendo montada com a ajuda de várias pessoas, principalmente de Dadi Carvalho que, além de diretor musical do espetáculo, acompanhou Ben Jor nos anos 1970, participando inclusive das gravações de África Brasil. “32 canções foram selecionadas para serem testadas durante os ensaios”, afirma Monique. “Acho que todas ficarão, ao final. Meu único pedido é que o show começasse com O Dia Em Que o Sol Declarou Seu Amor Pela Terra. Isso porque todos os espetáculos começarão no período da tarde e essa canção apresenta as intenções do espetáculo.”

Os shows começarão com Skank. Em seguida, Céu será chamada ao palco até finalmente a chegada de Jorge Ben Jor. “Como ele gosta muito de cinema – foi compadre do cineasta Luis Sergio Person –, o telão vai exibir muitas cenas de filmes”, continua Monique.

O encontro dos artistas serão uma celebração entre amigos. “Não será nada biônico”, brincou Samuel, cujo início, no Skank, foi marcado pela forte influência da música de Ben Jor. “Quando surgimos, na década de 1990, 9 entre 10 bandas citavam Jorge como referência”, comentou. “É enorme sua relevância para a MPB. Jorge é um inventor do nível de Chuck Berry. Suas canções nascem das raízes brasileiras, mas encanta o público de qualquer parte do mundo.”

“Quando conheci sua música, eu me senti totalmente acolhida”, acrescentou Céu. “Entendi o motivo de ter escolhido essa carreira.” Outro motivo tem forte influência sentimental: a mãe de Céu, a artista plástica Carolina Whitaker, foi a musa inspirada para Ben Jor e Toquinho criarem a canção Carolina Bela. “Você agora é a minha musa, vou ficar olhando o dia inteiro para você”, derreteu-se Jorge, no encontro de ontem, confirmando sua fama de homem gentil.

O músico também fez uma confissão. Instigado por um jornalista que perguntou sobre qual teria sido sua música mais emblemática, aquela que talvez definisse sua carreira, Jorge não demorou a responder. “Acho que seria a quinta canção do lado B do disco Solta o Pavão”, respondeu, referindo-se a Luz Polarizada. “A letra tem palavras herméticas, influenciadas pela alquimia. Na época (1975), vários poetas me perguntaram onde eu estava quando compus a canção, onde encontrei inspiração para aquela letra. Na verdade, era fruto desse meu estilo de poeta urbano/suburbano.”

Shows:

Porto Alegre

Dia 2 de abril, 16h30

 

Rio de Janeiro

Dia 9 de abril, 17h

 

Fortaleza

Dia 7 de maio, 17h

 

Recife

Dia 21 de maio, 17h30

 

Brasília

Dia 11 de junho, 17h

 

São Paulo

Dia 25 de junho, 16h30

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