Mike Blake/ Reuters
Mike Blake/ Reuters

Cerimônia do Grammy Latino está de volta a Las Vegas e em formato presencial

A premiação acontece nesta quinta-feira, 18, e terá homenagem à cantora Marília Mendonça, morta no início do mês em um acidente de avião

Paula Ramon, AFP

18 de novembro de 2021 | 12h48

Uma constelação de artistas pisa, nesta quinta-feira, 18, no tapete vermelho em Las Vegas para a 22ª edição do Grammy Latino, que retorna ao formato presencial após a pausa pela pandemia em 2020.

Durante a primeira etapa da cerimônia serão entregues 45 dos 53 prêmios da noite. A Academia Latina da Gravação anunciou um prelúdio especial para a entrega das sete categorias de língua portuguesa, nas quais se destacam grandes nomes da música brasileira como Paulinho da Viola e Martinho da Vila

A "rainha do sertanejo" Marília Mendonça, que morreu tragicamente em um acidente aéreo no dia 5 de novembro aos 26 anos, concorre junto com a dupla Maiara & Maraísa na categoria de Melhor Álbum de Música Sertaneja, com Patroas. Ela receberá uma homenagem feita por Anitta.

Marília Mendonça, cujas canções ultrapassam 100 milhões de reproduções no Spotify, era uma das artistas mais influentes do Brasil. A jovem artista, vencedora de um Grammy Latino em 2019 e com uma carreira meteórica, será homenageada durante a première de gala.

Na quarta-feira, 17, vários artistas indicados aqueceram os motores com uma homenagem ao panamenho Rubén Blades, Personalidade do Ano da 22a edição do Grammy Latino.

O cantor se apresentará na cerimônia do Grammy Latino com Roberto Delgado & Orquestra, com quem iniciará a breve turnê Salswing! nos Estados Unidos, em 20 de novembro. 

Estão confirmados na premiação de hoje no MGM Grand Garden Arena C Tangana e Camilo, que são os favoritos, além da mexicana Gloria Trevi, da chilena Mon Laferte, dos cubanos do Gente de Zona, Jon Secada e do brasileiro Nando Reis.

A cerimônia também será marcada por uma recente troca de farpas entre J Balvin e René Pérez sobre o destaque que o reggaetón alcançou no ano passado, após reiteradas críticas pela ausência do gênero. "O Grammy não nos valoriza, mas precisa de nós. (...) Damos a eles audiência, mas eles não nos respeitam", tuitou J Balvin, que este ano recebeu três indicações, contra 10 em 2020. 

O cubano Yotuel Romero, indicado com Patria y Vida nas categorias Canção do Ano e Melhor Canção Urbana, expressou seu entusiasmo na noite de quarta-feira. "Que Deus trabalhe e que o prêmio fique em Cuba", disse Romero, que canta com seus conterrâneos Descemer Bueno, Gente de Zona e os rappers El Funky e Maykel Osorbo, o rap que se tornou o hino dos protestos que abalaram Cuba em julho e que já tem mais de nove milhões de visualizações no YouTube.

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