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Centenário de Dorival Caymmi é celebrado só pela família

Dori, Nana e Danilo viajam o Brasil com shows; em agosto, será lançado CD deles com Chico, Caetano e Gil

Roberta Pennafort, Rio - O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2014 | 02h08

Quando está no Rio, Dori Caymmi se hospeda no último apartamento dos pais, em Copacabana. Na fachada do prédio, uma placa homenageia Caymmi. Foi na cama que hoje Dori e Helena ocupam que Dorival morreu, no dia 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, desgostoso com a longa internação da mulher que estivera a seu lado a vida toda, Stella.

As comemorações pelo centenário de Caymmi (a data é dia 30 desse mês) fizeram com que a estadia de Dori no País se estendesse dessa vez. A celebração da efeméride está concentrada na família. Ele e os irmãos, Danilo e Nana, lançaram ano passado um CD com treze faixas menos conhecidas do cancioneiro do pai, com o qual vêm se apresentando em shows pelo Brasil.

Em agosto, sob a direção de Dori e Mário Adnet, sai pela Biscoito Fino um disco com os grandes sucessos, repartidos entre os irmãos e o trio de ouro da MPB, que gravou com orquestra: Chico Buarque (Dora e Marina), Caetano Veloso (Saudade da Bahia e Sábado em Copacabana) e Gilberto Gil (Rosa Morena e O Samba da Minha Terra). O que é que a baiana tem? ganhou as três vozes. E os três Caymmis dividem Canção da Partida.

A neta Stella, filha de Nana, capitaneia o lançamento do livro infantil Dorival no Mar de Caymmi (Editora Água Grande), com texto de Lúcia Fidalgo, que narra a trajetória artística do baiano, e ilustrações de Leticia Lima. Dori ainda pretende editar 80 partituras do pai pela Casa da Palavra, mais uma iniciativa para perpetuar a obra singular.

Enquanto isso, nenhuma manifestação do governo da Bahia sobre qualquer homenagem. "Falou-se da possibilidade de um museu Carybé-Caymmi (o artista plástico foi grande amigo do compositor), mas nunca mais. Essas coisas têm que ser espontâneas, como foi, no Rio, a estátua na praia de Copacabana", acredita Dori. / R.P.

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