‘Cê sabe circular...’

Não é fácil circular com um show depois de um trabalho lançado. Um artista lança um disco com todas as participações e músicos para que seja um trabalho que ele acredita, faz um show de lançamento completo. Mas, e depois? Como circular pelo Brasil? Como fazer esse show chegar a outros Estados?  Saber circular é mais uma das artes que o artista tem que dominar para conseguir levar seu show para outras praças. E para que isso aconteça os festivais de música em todo o País são eventos fundamentais. 

Roberta Martinelli, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2018 | 06h00

COQUETEL MOLOTOV 

Um dos festivais mais importantes de Pernambuco é o Coquetel Moltov, que começou no ano de 2004. O pontapé inicial foi nas ondas do rádio, isso mesmo, os produtores do festival Ana Garcia e Jamerson de Lima apresentavam um programa na Rádio Universitária AM no Recife chamado Novos e Velhos Sucessos. Depois, criaram um site que logo se espalhou e virou point da música alternativa e em maio de 2004 aconteceu a primeira edição do festival que conseguiu juntar 1000 pessoas para assistir a shows de bandas que não estavam na mídia e de lá para cá muita gente conta os dias para a próxima edição do Coquetel Molotov. 

A boa-nova é que o festival que fez tanta gente circular, agora também circula e chega a São Paulo na sexta-feira, dia 30 de novembro pela primeira vez na Rua Guaicurus, 324, na Água Branca, e no line-up temos: Boogarins, Tuyo, Baco Exu do Blues, Maria Beraldo, Edgar, Coletividade NAMÍBIA e um show especial que volta a reunir no palco Karina Buhr, Alessandra Leão e Isaar, que agora são conhecidas em suas carreiras solos, mas antes formavam juntas a banda Comadre Fulozinha. 

Seja muito bem-vindo Coquetel Molotov, apesar de não parecer, às vezes, ainda existe amor em SP. 

 

BLUESMAN

E já que uma das atrações do festival é o rapper Baco Exu do Blues não posso deixar de escrever que ele lançou o segundo disco, BLVESMAN, com um videotrailer que vai te deixar boquiaberto. Jovem artista baiano que ficou conhecido depois da música Sulicídio e bombou mesmo com o lançamento do primeiro trabalho Esú e do superhit Te Amo Disgraça, lançou o segundo e esperado disco que abre com um manifesto: “A partir de agora, considero tudo blues. O samba é blues, o rock é blues, o jazz é blues, o funk é blues, o soul é blues. Eu sou Exu do Blues. Tudo que quando era preto, era do demônio e depois virou branco e foi aceito eu vou chamar de blues. É isso: Jesus é blues”. 

 O álbum tem participação especial de Tim Bernardes, 1LUM3 e Tuyo e está disponível em todas as plataformas. Já ouviu?

‘Quilombo’

Aniel Sommeillan é um músico cubano que nasceu em Havana, estudou e se formou lá e saiu aos 23 anos para Dubai. Imagina só a transformação, pensando nas culturas das duas cidades. Agora, ele vive no Brasil desde 2014 e lançou recentemente seu primeiro disco, Quilombo, que eu recomendo demais. O disco traz a pesquisa que ele fez sobre a similaridade entre a música brasileira e a música cubana. 

 

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