CDs e shows das duas bandas mais dançantes de SP

O Funk Como Le Gusta e o Clube do Balanço acabam de lançar o segundo CD de suas carreiras. As duas bandas fizeram a fama nos palcos e têm ótima atuação ao vivo, resultante do absoluto entrosamento de seus músicos. Seguem a escola de groove de Jorge Ben(jor) e têm ainda como elo o trompetista e vocalista Reginaldo e o trombonista Tiquinho, também integrante da Banda do Zé Pretinho de Benjor. É só ouvir para não parar de sacudir. O Funk faz show de lançamento do CD FCLG (ST2 Records) hoje na Tom Brasil Vila Olímpia. O Clube prossegue em temporada toda sexta-feira no Blen Blen, até dezembro, mostrando o repertório do disco Samba Incrementado (MCD/Lua Discos). Além de manter o apelo dançante, o componente fundamental da alegria, as duas bandas voltam-se nesses álbuns para um trabalho mais autoral. O FCLG ampliou suas investidas. Além das habituais levadas latinas, do samba-soul, do hip-hop, jazz e funk, a banda incorporou elementos de outros gêneros, como choro e drum´n´bass. As mudanças rítmicas às vezes se dão na mesma composição, projetando-as para direções surpreendentes, o que torna o CD mais atraente que o anterior. Já o CB joga todas as suas fichas no samba-rock (também conhecido como samba-soul e sambalanço), sobre o qual volta e meia a mídia inventa um revival. Apesar de esse trazer repertório mais autoral do que o álbum anterior, Swing e Samba-Rock (2001), eles também jogam luz sobre composições menos conhecidas de Benjor (Zula, do disco Negro É Lindo, de 1971), César Camargo Mariano (Tema de Cathy) e Luiz Melodia (O Morro não Engana), além de terem ganhado uma inédita de Erasmo Carlos (Sem Anjo na Multidão), outro ponto de referência do samba-rock, e regravado a debochada Vou Batê Pa Tu (Arnaud Rodrigues/Orlandivo).Os integrantes da banda, tanto quanto do Funk Como Le Gusta, também têm atividades paralelas, o que dá um certo trabalho administrar os interesses de cada um no conjunto. Por outro lado, a gama de influências e conhecimento resulta em contribuições interessantes. "Somos uma banda que se caracteriza muito pela atuação no palco. Desta vez nos dedicamos muito à produção do disco procurando uma sonoridade mais parecida do que fazemos ao vivo", diz o guitarrista Emerson Villani, que também faz vocais na banda. "O primeiro CD (Roda de Funk, de 2000) foi todo gravado ao vivo no estúdio, mas não representava fielmente o som que fazíamos no palco." FCLG tem produção melhor, mais reforço nas frases de metais e maior cuidado técnico nas mixagens, reproduzindo melhor aquela potência sonora que faz todo mundo dançar.Funk Com Le Gusta - Hoje, às 21h30, no Tom Brasil Vila Olímpia (R. das Olimpíadas, 66, tel.: 2163-2000). Ingresso: R$ 30 Temporada Clube do Balanço - No Blen Blen (R. Inácio Pereira da Rocha, 520, tel.: 3812-9333). Toda sexta, a partir das 22h. Ingresso: R$ 20. Até 17/12

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