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Caverna.club: Batuta digital agita nervosa

Digital Concert Hall guarda apresentações gratuitas e pagas da Berliner Philharmoniker

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2020 | 03h00

O que é um momento na história e o seu lugar, é a pergunta. E caso não estivéssemos presentes, o que nos lega. Talvez o esquecimento, quem sabe a felicidade. Períodos entre guerras são assim, ocultam preciosidades que correm o risco de ficar perdidas em meio à sombra da morte e aos traumas do pós-guerra. Perguntas não respondidas – Modernismo Musical entre 1910 e 1920 é o nome da série que a Berliner Philharmoniker, a gigante alemã Filarmônica de Berlim, nos entrega de bandeja nesse período entre a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa, no seu Digital Concert Hall. bit.ly/2Xt8cxt

Batutas do batuta

Não é qualquer orquestra. Trata-se de uma das mais incríveis máquinas de produzir música clássica de qualidade nos seus 138 anos de vida – mas dentro dessa Berliner Philharmoniker há várias facetas. É a Berliner do mais emblemático dos maestros da orquestra, Herbert Von Karajan, que a conduziu por 35 anos e imortalizou a instituição nas gravações das sinfonias de Beethoven, e também é a Berliner em que compositores são convidados para reger suas próprias obras, como são os casos de Brahms, Mahler e Richard Strauss. Mas é também a orquestra que ousou e, no início dos 2000, gravou um concerto com a banda de rock alemã Scorpions. Tem muito mais de onde saiu isso. O Digital Concert Hall guarda várias dessas apresentações, gratuitas, e também as que começaram a ser realizadas agora, ao vivo, pagas. De quebra, no site, há uma série de entrevistas com maestros e músicos nos últimos 50 anos. digitalconcerthall.com/en/interviews 

Batuta do Storioni

No time dos primeiros violinistas da Filarmônica, dentre seus 128 integrantes, está o único brasileiro da orquestra, o paulistano Luiz Filipe Coelho, de 35 anos. Muito premiado internacionalmente, Coelho começou a tocar violino aos 4 anos de idade. Foi aluno, em São Paulo, de Elisa Fukuda, e até chegar à Berliner, em 2012, fez diversos estudos na Suécia e na própria Alemanha. Venceu várias vezes uma das mais importantes competições musicais, o German Musical Instruments Fund, da German Foundation for Musical Life. Com tanto talento forjado em 30 anos de estudos, Coelho só poderia ter uma pérola nas mãos: toca um violino cremonese Lorenzo Storioni, datado de 1774. Não é para qualquer um.

3 dicas de Marcelo Tas, comunicador

1. Making Sense

Podcast de Sam Harris.

it.ly/3jW7qCF 

2. Mônica Salmaso

Pérolas musicais.

@monicasalmasooficial

3. Daniel Kahneman

A atualidade de Rápido e Devagar, Duas Formas de Pensar.

Livrarias online, R$ 44,90.

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