Cat Stevens ganha prêmio de paz em Roma

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev prestou homenagem nesta quarta ao cantor Cat Stevens, com um prêmio de paz. Gorbachev fez elogios ao cantor pelo trabalho de caridade e por manter suas convicções mesmo diante de injustiças. Cat Stevens, que usa o nome Yusuf Islam desde sua conversão ao Islamismo, na década de 1970, recebeu o Prêmio Homem Pela Paz, em Roma, durante a abertura da Reunião dos Laureados pelo Prêmio Nobel da Paz.O cantor foi manchete de jornais em setembro, quando, prestes a voar para Washington, descobriu estar na lista de passageiros suspeitos de ligação com terroristas - uma alegação que ele negou veementemente. O autor de Peace Train , que desistiu da carreira de músico depois da conversão religiosa, falou sobre a estranheza de ser barrado em um país e homenageado em outro. ?Talvez faça parte da ironia que acontece algumas vezes, de se ter que passar por um teste para receber um prêmio?, ele disse a repórteres.A fundação de Gorbachev e o prefeito de Roma, Walter Veltroni, que entregaram o prêmio a Stevens, agradeceram ao cantor pela promoção da paz e por ?ter condenado o terrorismo?. O líder soviético fez alusão aos atuais problemas do músico. ?A vida de Cat Stevens não foi fácil?, disse Gorbachev. ?Todas as pessoas que têm uma postura crítica para tornar o mundo um lugar melhor ... têm uma vida difícil?.O músico é fundador da Small Kindness, organização que arrecada dinheiro para crianças e famílias que sofrem com a pobreza e as guerras nos Bálcãs e no Oriente Médio. Ele também doa dinheiro às vítimas do Atentado de 11 de Setembro e à luta contra a Aids na África do Sul.A Reunião dos Laureados pelo Prêmio Nobel da Paz, que termina nesta sexta-feira, é organizada em Roma todos os anos pela Fundação Gorbachev. Além de Gorbachev, outros premiados que estiveram presentes foram Lech Walesa, líder do movimento pela democratização da Polônia e fundador do Partido da Solidariedade, Rigoberta Menchu Tum, que lutou contra o governo de opressão na Guatemala, e Kim Dae-Jung, ex-presidente da Coréia do Sul.

Agencia Estado,

10 de novembro de 2004 | 21h19

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.