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Cat Empire e a world music com fé no baile

Grupo australiano de pop poliglota se apresenta sábado em SP, no Cine Joia

Roberto Nascimento, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2013 | 20h43

Um exemplo da inesgotável força da música ao vivo tocada pelo suor e o suingue, sem excessivas pretensões autorais, está na fanfarra itinerante do Cat Empire. Com seis discos no currículo, o grupo australiano de indie-pop-funk-jazz-world (haja hifens) passa longe do radar descolado da blogosfera hipster. Tampouco perde o sono com a lapidação de uma estética inimitável. Mas alcança em suas apresentações um magnetismo carnavalesco semelhante a bandas como a Orquestra Contemporânea de Olinda ou a Antibalas Afrobeat Orchestra: música pensada para o show, a serviço dos quadris, nada mais.

Tanto que os fãs brasileiros, conquistados no boca a boca, possibilitaram a vinda da banda através do site de crowdfunding Queremos, e recebem o Cat Empire neste sábado, 3/8, em São Paulo, no Cine Joia, depois do show de sexta, no Rio. “As pessoas vêm aos nossos shows em busca de caos. Trazem esse tipo de energia esperando toda noite algo diferente”, explica o trompetista Harry James Angus. Depois de alcançar sucesso nas paradas australiana com o disco Two Shoes, de 2005, cujo hit Sly fez parte da trilha do videogame de futebol FIFA ‘08, Angus e sua trupe perceberam que a demanda pela música do Cat Empire era considerável tanto na Austrália, quanto na África do Sul e no Brasil. É um grupo modesto, mas o alto custo das viagens (são oito músicos na formação) fez da vinda do Cat Empire ao País um feito impraticável. Com a internet, a clientela encontrou um meio de manifestar-se e garantir a vinda do grupo para dois shows depois de comprar antecipadamente uma cota dos ingressos. “É uma honra descobrir que todo esse pessoal quer nos ver tocar. O Brasil é a origem de muitos músicos que influenciaram o nosso som e a nossa concepção de banda. Tentamos fazer igual, mas acho que somos como bandas japonesas de rock, que tocam o estilo do seu próprio jeito”, conta o trompetista.

Na escalação do Cat Empire estão três metais, percussão, piano, baixo, guitarra e bateria. Angus divide funções entre o trompete e a voz. A estratégia dançante do time de poliglotas do pop via world music se vez com o tempo, em cima do palco. “Queríamos fazer música sem fronteiras, e ao longo do tempo os hifens de categoria tornaram-se menos importante e começamos a perceber que somos uma banda de dança. Fazemos apenas música para dançar, e desenvolvemos um show muito intenso”, completa.

THE CAT EMPIRE

Cine Joia. Praça Carlos Gomes, 82, metrô Liberdade, 3231-3705. Sáb., 22 h (show: 0 h). R$ 80 / R$ 160 – www.cinejoia.tv.

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