?Castelo Rá-Tim-Bum" ganha nova versão musical

Não há uma grande cidade americana que não tenha em cartaz uma versão musical do sucesso de TV Vila Sésamo, sempre com teatros lotados, produtos derivados dos personagens à venda no saguão e um invejável visual cênico de superprodução. Não há um ano em que o espetáculo de patinação no gelo Holiday on Ice deixe de passar por São Paulo, sempre atraindo grandes filas e renovando seu público.Podem parecer comparações grosseiras, mas o fato é que as versões teatrais do seriado de TV Castelo Rá-Tim-Bum merecem fazer sucesso semelhante pelos anos afora, aqui no Brasil. Torçamos, pois, pela longevidade do aprendiz de feiticeiro Nino, que, por enquanto, só tem 309 anos de vida e dois espetáculos no currículo - o segundo estreou no dia 8 de abril no Tuca.É o que se tem para dizer de Castelo Rá-Tim-Bum 2. Que a ´franquia´ teatral se espalhe cada vez mais pelo País, levando a crianças de várias gerações toda a graça, a inteligência, o entretenimento e as aventuras da turma de Nino. O resto a se dizer é que esse segundo espetáculo, novamente escrito por Flávio de Souza, novamente dirigido por Mira Haar, tem o feliz descaramento de repetir cenas inteiras do primeiro (como o delicioso banho do ratinho, ao som contagiante de ´Banho é bom, banho é muito bom..."), o cenário do primeiro, o telão do primeiro, o figurino do primeiro, a idéia de mesclar as músicas com números de ilusionismo - exatamente como no primeiro.De novidade, há a participação ao vivo dos personagens Tíbio e Perônio, que, no primeiro, apareciam apenas numa cena de telão - e, claro, uma história diferente (um episódio diferente, melhor dizendo, para ficar mais próximo da linguagem de TV). Isso já é muito. Se a cada ano ou dois, surgir um novo espetáculo da turma do Castelo com personagens adicionais, ficará provado que produtores e patrocinadores sabem cuidar bem do público infantil.No Sesc Ipiranga, Pascoal da Conceição também aproveita o sucesso do seriado e apresenta o monólogo Este Castelo Será Meu, Meu, Meu..., com o personagem dr. Abobrinha. No caso dele o descaramento é menos feliz, mais oportunista. O que se vê em cena é o desenrolar de um roteiro pobre, com aquelas correrias de palco que forçam a participação da platéia e estimulam as vaias, enfim, uma ilusão de interação, que só faz empobrecer a capacidade de concentração e de integração do público mirim. Não forma, deforma. Não é teatro, é um show apressado e mal produzido.Teatro do Castelo Rá Tim Bum 2. Sábado e domingo, às 16h. R$ 20 e R$ 25. Tuca. Rua Monte Alegre, 1.024, em São Paulo, tel. 0-XX-11-3670-8453.Este Castelo Será Meu, Meu, Meu... Domingo, às 15h De R$ 6 a R$ 120 (grátis para menores até 12 anos). Sesc Ipiranga. Rua Bom Pastor, 822, em São Paulo, tel. 0-XX-11-3340-2000.

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