Travis Shinn/Divulgação
Travis Shinn/Divulgação

Carona com Lynyrd Skynyrd

Lendária banda vem pela primeira vez ao País e fala de show no SWU

Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo,

07 de novembro de 2011 | 21h35

Formada em Jacksonville, na Flórida, em 1964, a banda Lynyrd Skynyrd é uma instituição do rock norte-americano. Em 1977, um acidente de avião matou três integrantes do grupo, entre eles um dos seus líderes, Ronnie Van Zant, e um roadie. Dez anos depois, a banda recomeçou com o irmão mais novo de Ronnie, Johnny, como líder.

O Lynyrd Skynyrd chega ao Brasil pela primeira vez no próximo final de semana. Toca no SWU, em Paulínia (SP), no domingo. Os mais jovens vão ouvir um dos seus clássicos, Sweet Home Alabama, e vão pensar: quem são esses velhotes que tocam aquela música que a Jewell cantou na trilha do filme Doce Lar (Sweet Home Alabama), com a Reese Whiterspoon? Johnny Van Zant falou ao Estado ontem, por telefone, com exclusividade.

O chamado southern rock que o Lynyrd Skynyrd faz entrou em declínio nos anos 1980 e 1990, mas agora está na moda de novo. Você sabe explicar por quê?

Acho que é porque é boa música. As modas vieram e passaram e nós ficamos. Nós somos da Flórida, embora tenhamos consagrado o Alabama. Mas é o espírito daquilo que importa, e ultrapassou os limites do tempo.

O que você acha de bandas da atualidade que fazem algum southern rock, como Kings of Leon e White Stripes.

Acho bom que esses caras carreguem adiante o nosso som. Todas as bandas que você mencionou são boas, e estão tocando música. De alguma forma, quando bandas mais jovens tocam a música que nós tocávamos há mais de 30 anos, e eles estão nos motivando a seguir adiante.

Muitos integrantes do Lynyrd Skynyrd ou morreram ou deixaram a banda, como seu irmão Ronnie Van Zant. Muita gente acha que o Lynyrd sem o Ronnie é como o Creedence Clearwater Revival seguir adiante sem o John Fogerty.

Acho que há uma grande diferença entre o Creedence e a gente. Nós temos discos novos, sempre estivemos gravando e excursionando, não nos reunimos para tocar material antigo. Há 25 anos que estamos avançando com a banda. É claro que há um vácuo deixado por gente importante, como meu irmão, mas o Lynyrd sempre foi mais do que uma banda apoiada em indivíduos. É como no futebol. Aqui, nos Estados Unidos, temos o futebol americano. Joga-se em conjunto, um passa a bola ao outro, que a leva adiante. Recebi a bola para fazê-la ir à frente, é o que estamos fazendo.

Sua música sempre foi um símbolo do espírito americano, com estradas, planícies, liberdade. Acha que o espírito americano está um tanto alquebrado, com essa crise?

São tempos duros, mas a América já esteve em maus lençóis antes e saiu da dureza. Vamos sair de novo dessa.

E quais são seus planos para o futuro?

Estamos compondo canções novas, vamos lançar no ano que vem um disco novo. No Brasil, vamos tocar uma mistura de clássicos e coisas novas. Quem for ao show vai ouvir Alabama, e também Freebird, e Tuesday’s Gone, e Simple Man. Todos os clássicos, e vamos tocá-los para fazer o que sempre fizemos: levar as pessoas para longe das preocupações do dia a dia, esquecer dos problemas, mergulhar na música. Teremos um dia de folga aí no Brasil. O que você sugere?

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