Carla Bruni fala sobre amantes e drogas em seu novo álbum

Atual primeira-dama francesa nega que tenha buscado inspiração em seu relacionamento com Nicolas Sarkozy

Reuters,

11 de junho de 2008 | 10h56

Carla Bruni fala sobre ter 30 amantes e sobre drogas pesadas no seu novo disco, contudo, ela nega que tenha buscado inspiração no seu trepidante relacionamento com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.     Veja também:   Carla Bruni diz que adora Sarkozy por seus 'seis cérebros' O influente jornal Le Figaro disse que as melodias límpidas e as letras incisivas do disco Comme si de Rien N'Etait (Como se Não Fosse Nada) deixam para trás o "folk" simplório que marcou os dois trabalhos anteriores de Carla, casada desde 2007 com Sarkozy. É o primeiro disco que a ex-modelo lança desde que se tornou primeira-dama. O crítico Bertrand Dicale disse no Figaro que o álbum, a ser lançado em 21 de julho, mostra um amadurecimento de carla como cantora, e se volta para estilos mais marcadamente franceses e para a descontração dos anos 1960. "Sou criança apesar dos meus 40 anos e 30 amantes", canta ela em Une Enfant (Uma Criança), faixa que Dicale disse ser uma das melhores do álbum. Em outra, intitulada Tu Es Ma Came, ela canta: "Você é minha droga, mais mortal que a heroína afegã, mas perigosa que a branca (cocaína) colombiana." Carla sempre diz que escreveu essas músicas antes de conhecer Sarkozy, e que ninguém deve buscar nas letras qualquer pista sobre o romance. Sarkozy, de 53 anos e então recém-divorciado, começou a namorar Carla, de 40 anos, em novembro. O relacionamento foi divulgado em dezembro, e o casamento ocorreu em 2 de fevereiro. A enorme exposição da vida privada de Sarkozy foi um dos principais fatores que levaram à queda em sua popularidade nos primeiros meses deste ano, e desde então ele tenta ser mais discreto - embora o interesse sobre o casal permaneça elevado. Dificilmente passa uma semana sem que a imprensa publique novas fotos íntimas do casal no Palácio do Eliseu. A primeira-dama agora se assina como "Bruni-Sarkozy", mas na capa do disco ela aparece apenas como Carla Bruni. Segundo a resenha de Dicale, com direito a chamada na capa do Figaro, a voz de Carla é frágil, mas intensa, e seu estilo melódico é único. "Em resumo: menos América, mais França e mais Beatles", escreveu ele. Dicale admite que o álbum desperta mais interesse por causa da posição pública da artista, mas afirma que em termos musicais ele também tem tudo para ser "um perfeito sucesso". Em entrevista também publicada nesta quarta-feira, 11, na revista de celebridades VSD, Carla disse estar consciente da dificuldade em conciliar a carreira de cantora com a condição de esposa do homem mais poderoso da França. "As percepções não serão só musicais. Críticas, que são úteis, correm o risco de serem manchadas, para o bem ou para o mal, pelo fato de que eu sou a esposa do presidente. Eu tive de me proteger, fiz o álbum numa bolha, com minha equipe musical." Declaradamente ansiosa, Carla diz que não está totalmente satisfeita com o disco. "Ainda tenho arrependimentos. Se eu parasse para me ouvir, nunca deixaria de fazer mudanças."

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