Brent N. Clarke / Invision / AP
A rapper americana Card B Brent N. Clarke / Invision / AP

Cardi B brinca com ‘versão forró’ de ‘Wap’ feita por brasileiros

Rapper americana compartilhou vídeo de meninas dançando; confira

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2020 | 08h52

Cardi B se surpreendeu com a criatividade dos brasileiros. A rapper americana se deparou, no Twitter, com um vídeo de duas meninas dançando ao som de Wap, mas em uma ‘versão forró’ da canção. Na rede social, a cantora brincou: “Não uma versão forró de Wap”, colocando diversos emojis, como se estivesse ‘chorando de rir’. Em agosto, a música foi uma das mais vendidas nos Estados Unidos, com mais de 100 milhões de visualizações em apenas dez dias na internet.

Um perfil de internauta brasileiro publicou o vídeo das meninas dançando e marcou Cardi B. “Sim, fizeram Wap versão forró. Esse é o tweet”, legendou o perfil intitulado Bardinitto. Na sequência, a rapper americana republicou. 

 


Os fãs brasileiros ficaram entusiasmados. “Tem certeza que tu não é brasileira?”, brincou um internauta. “O que o Brasil está fazendo que não concedeu o título de cidadã brasileira para essa mulher?”, ironizou outro.

 


Cardi B já disse que é fã da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano e das cantoras Anitta e Ludmilla. 

O lançamento de Wap, em colaboração com Megan Thee Stallion, gerou polêmica pela letra, que conta com metáforas sexuais gráficas e revela uma verdadeira celebração sem tabus do desejo feminino.

Assista ao vídeo:

 

 

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Cardi B lança seu novo single, ‘WAP’, junto com clipe; assista

Canção é resultado de parceria com a rapper Megan Thee Stallion e vídeo conta com participações de artistas como Rosalía e Kylie Jenner

João Pedro Malar*, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2020 | 15h39

Cardi B lançou nesta sexta-feira, 7, o seu mais novo single, WAP. A música, divulgada junto com um novo clipe, é uma parceria com a também rapper Megan Thee Stallion. No YouTube, o vídeo já conta com mais de 11 milhões de visualizações.

O clipe mostra Cardi B e Megan andando por uma luxuosa mansão, passando por cômodos com várias temáticas e visuais diferentes. Também aparecem no vídeo várias personalidades, incluindo as cantoras Rosalía e Normani e a influenciadora Kylie Jenner.

Em uma transmissão ao vivo na madrugada entre os dias 6 e 7 de agosto, Cardi B falou sobre os rumores de que teria encerrado o contrato com sua gravadora e por isso não estava lançando mais músicas. “Eu não tinha lançado uma música há nove meses, as pessoas estavam falando que minha gravadora tinha me afastado, não foi nada disso", esclareceu ela.

“Eu não sentia, em relação à música e à minha criatividade, que estava satisfeita com o que estava fazendo”, explicou a cantora. Ela revelou que trabalhou com várias versões da música até que ela ficasse satisfeita com o resultado, e que não queria que ninguém a apressasse para lançar algo. 

A rapper lançou seu primeiro álbum, Invasion of Privacy, em 2018 e também produziu alguns singles em 2019, mas ainda não há previsão de lançamento de seu segundo álbum. Enquanto isso, Cardi B faz sucesso nas redes sociais, e já rendeu vários memes com suas reações à pandemia do novo coronavírus e até a alguns cantores brasileiros.

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais

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'WAP': a polêmica música de Cardi B provoca tensões

Alguns a consideram um hino feminista, outros ficam horrorizados por sua indulgência escandalosa em detalhes; confira o vídeo

Maggy Donaldson, AFP

27 de agosto de 2020 | 11h28

Uma celebração sem tabus do desejo feminino repleta de metáforas sexuais gráficas, a música WAP da rapper Cardi B em colaboração com Megan Thee Stallion está no topo das paradas e deixou a direita dos Estados Unidos indignada com a indecência.

A canção foi lançada este mês e a sigla, em referência a uma vagina bem lubrificada, não deixa nada à imaginação.

Alguns a consideram um hino feminista. Outros ficam horrorizados por sua indulgência escandalosa em detalhes. Seja como for, WAP alcançou o topo dos rankings nos Estados Unidos e, em algumas semanas, chegou a várias 'playlists' renomadas.

"I don't cook, I don't clean/But let me tell you, how I got this ring" (Eu não cozinho, não limpo/Mas deixe-me te contar, como consegui este anel"), canta a rapper Cardi B, em um dos poucos versos que podem ser publicados sem problemas, antes de começar a detalhar suas proezas sexuais.

É a apresentação lírica que faz a diferença: Cardi B, do Bronx, e Megan Thee Stallion, de Houston, se deleitam ao cantar cada estrofe.

Os críticos elogiaram a música e um desafio de dança do WAP viralizou no TikTok. No entanto, alguns republicanos escandalizados responderam com desgosto.

"#WAP (que ouvi acidentalmente) me fez querer derramar água benta nos ouvidos", tuitou o candidato republicano ao Congresso James Bradley, de Los Angeles.

Mas essas respostas negativas não limitaram a ascensão de WAP. "Eles continuam falando e os números continuam subindo", disse recentemente Cardi B, de 27 anos.

 

"Um marco relevante para a desinformação"

Alguns usuários das redes sociais destacam que os conservadores que criticam Cardi B também votaram em um presidente que se gabava de "agarrar" mulheres "pela b....".

Suas críticas não surpreendem Sherri Williams, uma especialista em meios de comunicação de massa da American University em Washington DC, que escreveu sobre o estilo de feminismo de Cardi B

"O patriarcado sempre castiga as mulheres por discutirem qualquer uma de suas experiências sexuais", disse à AFP

A "hipocrisia" é ainda maior se considerarmos que as duas rappers de WAP são negras, disse Williams.

"Tradicionalmente, os valores americanos significavam a subjugação sexual e o terrorismo sexual das mulheres negras", afirmou, citando como exemplos a escravidão e pesquisas ginecológicas que exploraram mulheres negras.

Williams acredita que a música também revela a noção incorreta de que o feminismo é "reservado para as mulheres brancas, com dinheiro, heterossexuais" com diplomas universitários de prestígio.

Para a conhecida ginecologista Jen Gunter, WAP é um novo "marco culturalmente relevante para combater a desinformação vaginal e vulvar".

"Nossa sociedade faz com que as mulheres sintam vergonha de falar das partes de seu corpo", disse a autora do livro A Bíblia da Vagina.

Gunter concordou que as críticas à canção eram esperadas. "Não existe nada mais perigoso para um homem fraco do que uma mulher empoderada sobre sua própria sexualidade", afirmou.

 

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