Capela Sistina abre as portas pela primeira vez para gravação de CD

Capela Sistina abre as portas pela primeira vez para gravação de CD

É a primeira vez na história em que a Capela permite a gravação de um disco em seu interior

Agência EFE

30 de setembro de 2015 | 14h28

A Capela Sistina, joia da pintura do Renascimento e local onde acontecem os conclaves que elegem os novos papas, abriu suas portas pela primeira vez para a gravação de um disco que inclui canções litúrgicas, cantadas pelo coro desta capela vaticana.

O Vaticano apresentou nesta terça-feira o álbum, Cantate Domino, que foi lançado em 25 de setembro, produzido pela gravadora alemã Deutsche Grammophon Records, especializada em música clássica, selo da companhia Universal Music Group.

É a primeira vez na história em que a Capela Sistina permite a gravação de um CD em seu interior.

"A ocasião é extraordinária", assinalou o prefeito da Casa Pontifícia e secretário do papa emérito Bento XVI, Georg Gänswein.

"A Capela Sistina, pelo menos de forma simbólica, é o centro espiritual e litúrgico da vida da casa do papa", afirmou Gänswein.

Sob a direção de Massimo Palombella, os 20 cantores adultos e as 30 crianças que formam o coro pessoal do papa interpretaram composições de Palestrina, Orlando di Lasso e Tomás Luis de Victoria, que foram escritas especialmente para o coro da Capela Sistina.

No repertório estão incluídas duas peças de canto gregoriano e outros tesouros, como a versão original de Miserere, de Gregorio Allegri, e a canção Nunc Dimittis, atribuída a Palestrina, que ainda é usada em celebrações papais, explicou o Vaticano.

"De fato, toda a música do CD é utilizada habitualmente pela Capela Musical Pontifícia nas celebrações do papa", afirmou o diretor do coro Palombella na entrevista coletiva de apresentação.

Para a gravação do disco, a mesa de mixagem foi colocada em uma antecâmara, ao lado da "Sala do Pianto", lugar em que o pontífice recém-eleito põe pela primeira vez a vestimenta papal.

O disco convida os ouvintes a submergirem em um mundo de sons e notas da música clássica e religiosa com séculos de antiguidade, para viajarem até o interior da Capela Sistina, famosa e admirada entre outras coisas pelos maravilhosos afrescos de Michelangelo.

"A combinação entre a acústica inédita da Capela Sistina e a aproximação à interpretação destas canções escritas há séculos permite criar e sentir uma atmosfera mágica e única", destacou o presidente da Deutsche Grammophon, Mark Wilkinson.

Wilkinson defendeu a beleza e a magia deste disco, "que tem a capacidade de contar a história de uma música especial e transmitir sons únicos a uma audiência global".

As canções serão interpretadas hoje pelo coro vaticano no interior da Capela Sistina.

O dinheiro arrecadado com a venda do álbum será destinado a obras de caridade, um pedido feito pelo papa Francisco.

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