Oscar Ponce/Divulgação
Oscar Ponce/Divulgação

Cantora Dulce María lança livro e faz show em São Paulo

Sobrinha-neta da pintora Frida Kahlo, artista fará evento com fãs cuja entrada custa R$ 1.200 para passar uma hora com ela

João Fernando, O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2015 | 20h30

O forte tom avermelhado dos cabelos de Dulce María talvez seja o único traço que lembre sua ilustre tia-avó, Frida Kahlo (1907-1954). “Não sei se herdei algo específico, mas posso dizer que aprendi a admirar a força dela. Admiro como transformou toda a sua dor em arte e se manteve de pé em seu interior, mesmo com todos os momentos de sofrimento e agonia que passou”, analisa a mexicana, que mostrará sua verve artística no dia 22 de abril, quando volta ao País para um único show no Audio Club, em São Paulo.

O nome da turnê, Sin Fronteras Reloaded, versão ‘recarregada’ do disco Sin Fronteras, dá a impressão de que será mais do mesmo que ela apresentou em setembro do ano passado, quando rodou sete capitais brasileiras com seu repertório pop de canções de amor. A artista de 29 anos, porém, avisa que não pretende se repetir. “Quero incluir novas músicas e outras surpresas, Não posso adiantar muito, mas garanto que vai ser bem especial, ainda mais por ser uma única apresentação”, disse ao Estado por e-mail.

Dulce María caiu no gosto dos adolescentes brasileiros há dez anos, quando o SBT começou a exibir a novela mexicana Rebelde. Além de atuar, a jovem fez parte da banda formada pelo elenco e chegou a fazer espetáculos em lugares como o estádio do Maracanã. A cantora afirma manter contato com os ex-colegas. “Com todos eles. Inclusive, no meu último show em São Paulo, convidei o Christian (Chavez, que participou do ‘Esse Artista Sou Eu’, no SBT) para cantar comigo. Foi uma loucura, cantamos algumas músicas do RBD e os fãs enlouqueceram.”

 

Ela fez ainda uma participação na versão brasileira, produzida pela Record. Entretanto, conta não ter recebido outros convites para trabalhar como atriz por aqui. De olho no mercado nacional, chamou a brasileira Manu Gavassi em seu último disco. “Sou apaixonada pela música brasileira. Escuto desde Marisa Monte, Paula Fernandes a Ivete Sangalo. Amo o funk e já tive a oportunidade de cantar com a Valesca Popozuda, que eu adoro. A música de vocês é maravilhosa. Ah, eu adoro bossa nova também.”

Dulce já dividiu os vocais com artistas internacionalmente mais conhecidos para conquistar novos fãs. Por enquanto, ela não pretende se lançar em outros idiomas, estratégia adotada por latinos como Shakira e Ricky Martin. “Não neste momento da minha carreira, talvez mais para a frente. Já fiz parcerias com nomes como Akon e Joe Jonas (da banda Jonas Brothers) e fiquei honrada”, avalia a artista, que vendeu mais de 17 milhões de singles digitais.

Precoce. Após rodar mais de 100 comerciais ainda criança, a ruiva começou a carreira em novelas, com títulos bem mexicanos, como El Vuelo del Águila (O Voo da Águia, em livre tradução) e maquiagem carregada, típica das produções daquele país. Na adolescência, alternou trabalhos de ficção na televisão com grupos musicais até integrar o RBD, de onde saiu em 2008, um ano antes de começar a investir na carreira solo. Um dos papéis de mais furor no México foi da série Mujeres Asesinas (Mulheres Assassinas) em que apareceu beijando outra mulher em cena.

A vida profissional intensa, foi registrada por escrito, o que a levou a publicar o livro Dulce Amargo. “No meu caso, é uma forma de me aproximar dos jovens que me seguem e me veem como um espelho, para que eles não pensem que a vida de um famoso é perfeita. Muito pelo contrário, nós também passamos por muitas provações, igual a todos, mas também para mostrar que se você tem fé e tem Deus no seu coração você sempre terá força para seguir adiante”, filosofa.

Um dia antes do show em São Paulo, ela fará um evento de lançamento do livro, cuja versão em português sai em março, com fãs. Entretanto, cada um terá desembolsar R$ 1.200 para passar uns minutos com a moça, o que excluirá grande parte de seus admiradores.

“É um assunto difícil, pois quando alguém a contrata para fazer um show, são os empresários que decidem esse tipo de coisa. Eu amaria poder cumprimentar cada um, mas é muita gente. A meu ver, o ‘Meet & Greet’ controla a entrada e, assim, eles recuperam os gastos de voo de uma equipe grande, pois para fazer um show são necessárias muitas pessoas, equipe técnica, staff”, justifica.

No lançamento no México, cerca de 7 mil admiradores apareceram. Ela jura ter autografado todos os exemplares. “O mínimo que posso fazer é autografar todos com muito carinho, coloco o nome de cada um e tento fazer uma dedicatória especial.”

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