Cantora canadense diz ser reencarnação de Marilyn Monroe

Marilyn Monroe vive entre nós, os mortais, e não só em memória, como também no corpo de uma cantora pop canadense, loura e exuberante, que diz ser a reencarnação da mítica diva. Sherrie Lea Laird, vocalista da banda Pandamonia, está convencida de que é Marilyn reencarnada, uma conclusão à qual chegou após um tratamento psiquiátrico com o doutor Adrian Finkelstein, cujos resultados foram publicados em um livro.Marilyn Monroe Returns: The Healing of a Soul apresenta "assombrosas evidências" da semelhança física e de personalidade entre Laird e Marilyn, disse à EFE Finkelstein, autor do título, em entrevista por telefone."Após um tratamento com regressões temporárias, hipnoses e amnésia seletiva durante sete anos e meio, pude concluir que Sherrie é a reencarnação de Marilyn", afirmou o psicanalista.O livro foi publicado nos Estados Unidos este mês, coincidindo com o 80.º aniversário do nascimento de Marilyn, um dos ícones da cultura pop mais idolatrados - e também imitados - no mundo inteiro.Como a especulação começouAntigo psiquiatra do prestigiado Mount Sinai Medical Center de Nova York, Finkelstein diz que conheceu Sherrie quando ela tinha 36 anos - a idade em que Marilyn morreu -, e que desde menina tinha pesadelos recorrentes e episódios de regressões a uma vida passada.A pressão psicológica e emocional que isso significava a levou inclusive a duas tentativas de suicídio.Com esta informação, Finkelstein pôs Laird em contato com Ted Jordan, um ator de Hollywood e autor de um controvertido livro no qual narra sua relação amorosa com Monroe."Nesse encontro, ambos se reconheceram. Para Jordan, foram convincentes a estrutura óssea de Sherrie, seu tipo de voz, seu estilo ao cantar, sua postura, seus movimentos e, principalmente, os detalhes íntimos de seus relacionamentos", disse o doutor.Coincidências Além da semelhança física, Finkelstein ressalta que Marilyn e Laird compartilham o mesmo tipo de caligrafia, assim como alguns aspectos da personalidade - incluindo o abusos de drogas e do álcool - e o gosto pelas relações com homens mais velhos."Sherrie teve um namorado muito parecido com Tony Curtis, seu pai se parece com Clark Gable e sua filha, Kezia, nasceu em 11 de dezembro de 1984, nove meses depois da morte de Gladys Baker, a mãe de Marilyn", indicou o psicanalista.Mas a suposta evidência "mais contundentes" é a detalhada descrição que Sherrie fez do romance dos irmãos Kennedy com o maior sex symbol de todos os tempos, assim como a revelação de como verdadeiramente a atriz morreu, segundo Finkelstein."A mais dramática das regressões, na qual Marilyn/Sherrie gritou e chorou desesperadamente, foi quando John Kennedy rompeu com ela", apontou o psiquiatra."Também negou categoricamente que teria sido assassinada em um ato de conspiração dos irmãos Kennedy, de seu amigo Peter Lawford, de seu médico, Ralph Greenson, do FBI, da CIA ou da máfia. Ela insiste que sua morte se deveu a uma overdose acidental", acrescentou.Sob hipnose, Sherrie disse que tinha tido um romance com Tony Curtis - e inclusive descreveu com detalhe os "aspectos íntimos" da relação -, e "isso foi antes de Curtis ter admitido publicamente o affair à revista Esquire, em janeiro de 2005", de acordo com o doutor. Finkelstein apagou da memória de Sherrie toda a informação sobre MarilynFinkelstein reconhece que o grande problema do tratamento foi que "a vida de Monroe é muito conhecida", razão pela qual teve de recorrer à "amnésia seletiva", isto é, "apagar da memória de Sherrie toda a informação sobre Marilyn"."Todas essas evidências me convenceram de que Sherrie é a reencarnação de Marilyn Monroe, embora meu objetivo nunca tenha sido provar isso, mas sim curá-la", garante o psiquiatra, que nega que ele ou Laird busquem fama e fortuna com este livro."Escrevi o livro porque pensei que, do elevado pedestal no qual Marilyn está, podia transmitir ao mundo a grande mensagem de que a reencarnação existe", concluiu.

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