Reprodução Instagram
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Cantor Zezinho Corrêa, de 'Bate Forte o Tambor', morre de covid-19

Artista amazonense estava internado desde o dia 4 de janeiro

Thaise Rocha, Especial para o Estado

06 de fevereiro de 2021 | 15h08

O cantor Zezinho Corrêa morreu, neste sábado, 6, após complicações decorrentes da covid-19. Com um carisma único e a voz marcante, o artista amazonense ficou famoso, nos anos 1990, com o hit Tic Tic Tac (Bate Forte o Tambor), do grupo Carrapicho.

Internado desde o último dia 4 de janeiro, Zezinho travava uma luta contra o coronavírus na UTI de um hospital particular há mais de um mês. O cantor chegou a ter uma melhora no estado de saúde, mas no último dia 25 de janeiro apresentou piora no quadro e precisou ser sedado novamente, fazendo uso de medicações e ventilação mecânica

"Zezinho estava internado desde o dia 4 no hospital Samel, no dia 7 foi transferido para o leito de UTI no hospital Prontocord e lá estava lutando bravamente por sua vida. Em decorrência de complicações da covid-19, Deus o quis levar para a morada eterna e hoje ele nos deixou. Hoje a batida do tambor se calou", anunciou a família, por meio de um comunicado oficial nas redes sociais.

José Maria Nunes Corrêa, natural de Carauari, interior do Amazonas, se caracterizou por ser um artista versátil na música e nas artes cênicas. Antes da música, Zezinho começou a carreira no teatro fazendo um curso de formação de atores, no Rio de Janeiro, onde estudou interpretação e dança.

Em meados de 1980, formou o grupo Carrapicho com repertório que ia do forró ao boi-bumbá. Na década de 1990, o grupo estourou com o sucesso Tic Tic Tac (Bate Forte o Tambor) que rendeu uma turnê internacional pela Europa e discos de platina.

Desde então, nunca parou. Sempre participou de eventos culturais no país e também investiu na carreira solo. Sua última apresentação foi em dezembro de 2020 com o show Banho de Frevo - Zezinho Corrêa canta Elba Ramalho.  O cantor ainda participou, de forma on-line, do lançamento do livro Eu Quero é Tic, Tic, Tac, escrito pelo jornalista e produtor cultural Fabrício Nunes.

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