Cantor Belo começa a trabalhar sob regime semi-aberto

O cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo, evitou dar entrevistas ou ser fotografado no seu primeiro dia de trabalho, hoje, numa produtora de vídeo na Urca, na zona sul do Rio. Ele temia, segundo um amigo, que a exposição na imprensa pudesse ser mal-interpretada pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Carlos Augusto Borges, e levasse à suspensão do regime semi-aberto, com o qual está sendo beneficiado.Ele foi contratado pelo diretor Rodrigo Brandão para ser o diretor musical da Rio Vídeo, produtora especializada em cinema e publicidade. O cantor receberá um salário de R$ 3.500 para sonorizar vídeos e compor jingles para os clientes da empresa. Brandão disse que Belo estava "animado que nem uma criança". O cantor chegou à produtora às 7h30, meia hora antes do início do expediente. "Apesar de estar acostumado com a imprensa, ele está um pouco assustado porque quer separar o Belo artista do Belo funcionário. Ele nos disse que vai ser o melhor diretor musical que essa produtora já teve", contou Brandão. Segundo o diretor, Belo deve passar os primeiros dias aprendendo a mexer com os equipamentos e, na semana que vem, deve começar a trabalhar com os primeiros clientes. Ele também pretende fazer um documentário sobre a vida do cantor.Impedido pela Justiça de fazer shows, Belo conseguiu o novo emprego a pedido de um de seus empresários, que é amigo de Brandão. Há dez dias, por decisão da Justiça, Belo havia começado a trabalhar em uma gravadora, como arrecadador de direitos autorais. Logo no primeiro dia, descumpriu as normas do regime semi-aberto. Faltou ao trabalho e foi ver o mar. O cantor Belo foi condenado a seis anos de prisão por associação para o tráfico, em dezembro de 2003. O regime semi-aberto permite que o cantor saia da cadeia para trabalhar e retorne no final do dia. O benefício, no entanto, não inclui passeios e visitas a sua casa ou a de amigos, nem mesmo para ver sua mulher, a modelo Viviane Araújo.

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