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Kai Pfaffenbach/Reuters
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Cantar não é mais arriscado do que falar para covid-19, mas volume importa

Estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Bristol, que examinaram a quantidade de aerossóis e gotículas geradas por 25 cantores profissionais

Redação, Reuters

21 de agosto de 2020 | 10h02

Cantar não é mais arriscado do que falar quando se trata da possibilidade de espalhar o novo coronavírus, disseram cientistas britânicos na quinta-feira, 20, acrescentando que o volume é o fator de risco mais importante.

Na semana passada, o governo britânico mudou orientações para permitir que profissionais e não profissionais retomem os ensaios e apresentações de canto, alinhando o distanciamento social necessário às regras usuais da covid-19 e eliminando a necessidade de atenuações extras.

A decisão foi baseada em um estudo realizado por cientistas da Universidade de Bristol, que examinaram a quantidade de aerossóis e gotículas geradas por 25 cantores profissionais que fizeram exercícios de canto, fala, respiração e tosse.

Os pesquisadores descobriram que a massa de aerossol produzida aumentou abruptamente com uma elevação no volume de canto ou fala, em até 20 a 30 vezes.

No entanto, cantar não produziu substancialmente mais aerossol do que falar em um volume semelhante, e não houve uma diferença significativa na produção de aerossol entre gêneros diferentes, como coral, teatro musical, ópera, jazz, rock gospel ou pop.

“O estudo mostrou que a transmissão de vírus em pequenas partículas de aerossol geradas quando alguém canta ou fala são igualmente possíveis com ambas as atividades gerando um número semelhante de partículas”, disse Jonathan Reid, diretor do Centro de Treinamento de Doutorado em Ciência de Aerossóis da universidade.

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