Divulgação
Divulgação

Canarinho Chorão faz releitura de Pixinguinha

Grupo vai reapresentar, no Clube do Choro, o repertório do álbum ‘Pixinguinha, De Novo’, lançado em 1975 pelo flautista Altamiro Carrilho

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2016 | 16h00

Dois anos depois da morte de Pixinguinha, em 1973, os flautistas Altamiro Carrilho e Carlos Poyares resolveram ir além de uma homenagem ao maior dos chorões com um álbum novo. À frente de um quinteto simples, gravaram 12 músicas, sendo 10 delas inéditas, deixadas pelo compositor. Pixinguinha, De Novo foi preservado como uma pedra preciosa, mesmo sendo pouco citado entre os grandes álbuns do gênero. Ali estavam músicas quentes de Pixinga, que só não foram gravadas antes por falta de tempo. E o trabalho de dois flautistas dividindo os temas em contraponto era uma inovação nas leituras da obra do músico.

Enfim, alguém olha para 1975 disposto a reapresentá-la com um equilíbrio entre a fidelidade e o frescor das novidades. O conjunto Canarinho Chorão vai refazer os temas no começo da noite de hoje (3), entre 18h e 20h30, no Clube do Choro. O grupo, por sua formação, já dá sinais de que novos arranjos serão feitos. Enquanto o disco original havia sido feito com o cavaquinho de Valmar Gama, o violão de sete do grande Voltaire Muniz e as percussões variadas, que iam do afoxé ao triângulo, o Canarinho vem com Ubiratan Nascimento (flauta), Ricardo Cassis (violão), Alexandre Moura (violão de sete cordas), Ricardo Perito (cavaquinho) e Marina Siqueira (pandeiro). A outra flauta será representada por Henrique Menezes, o convidado especial.

Em 12 temas, dentre eles Diplomata, Recordações, Te Encontrei, A Vida É Um Buraco, Sonhos e Desencanto, duas revalorizações são feitas ao mesmo tempo. A composição fundamental às estruturas do choro de Pixinguinha e os artifícios da interpretação de Altamiro Carrilho, um dos maiores instrumentistas brasileiros, morto em 2012. “Ele brincava com o instrumento”, diz Yves Finzetto, diretor do Clube do Choro. “Altamiro e Poyares estão no auge de suas formas”, diz o violonista das sete cordas, Alexandre Moura.

O Clube do Choro, que tem como sede um teatro da Mooca cedido Pela prefeitura, com menos de um ano de vida, é percebido como reduto de um gênero sem-teto em São Paulo desde os anos 1980. “As rodas de choro de sábado estão trazendo uma média de 15 músicos, está cumprindo o seu papel”, diz Finzetto. Músicos de outros Estados começam a aparecer, além de chorões de países como Alemanha e Israel. O teatro Arthur Azevedo fica na Avenida Paes de Barros, 955. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados a partir das 14 horas.

MAIO

Dia 6,sexta, 21h

João Carlos Assis Brasil

Nazareth Revisitado

Dia 7, sábado, 21h

Toca de Tatu (MG)

Meu Amigo Radamés

Dia 8, domingo, 19h

Hércules Gomes e Rodrigo y Castro Radamés e Pixinguinha

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.