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Canadense Yannick Nézet-Séguin será o novo diretor musical do Metropolitan Opera

Regente substituirá no cargo o histórico James Levine, que sai após 40 anos no comando

EFE

02 de junho de 2016 | 18h22

A Metropolitan Opera de Nova York (Met) anunciou nesta quinta-feira,2, a nomeação do canadense Yannick Nézet-Séguin como seu novo diretor musical. Ele substituirá no cargo o histórico James Levine, que sai após 40 anos de batuta. 

Aos 41 anos, Nézet-Séguin é atualmente diretor musical da Orquestra da Filadélfia, cargo que acumulará com as novas funções pelo menos até a temporada 2025-26 (ele anunciou também na quinta a renovação do contrato). 

Em comunicado, a Met informou que a proximidade das duas cidades permitirá ao novo diretor exercer os dois cargos ao mesmo tempo, criando-se ainda uma situação que poderá levar as duas instituições a explorarem possíveis colaborações. 

Por enquanto, Nézet-Séguin terá o título de diretor musical designado, só assumindo suas funções plenas a partir da temporada 2020-21, pois sua agenda o impede de fazê-lo antes. 

Durante a primeira fase, dirigirá duas óperas a cada temporada, começando no próximo ano com O Holandês Voador, de Wagner, passando em seguida a ocupar-se de cinco espetáculos por temporada.

De qualquer modo, o canadense começará imediatamente a se ocupar do planejamento artístico da Met, no qual a instituição trabalha sempre com anos de antecedência. 

Em nota, o diretor-geral da orquestra, Peter Gelb, disse que “Yannick era a escolha clara da companhia. É o artista adequado no momento adequado para nos liderar rumo a um novo e, acredito, glorioso capítulo na história da Met”. 

De sua parte, Nézet-Séguin disse que a nomeação é a concretização de “um sonho”. Adiantou que seu objetivo será preservar os mais altos padrões artísticos da instituição nova-iorquina e, ao mesmo tempo, imaginar um “novo e brilhante futuro” para a ópera. 

O canadense começou sua carreira no mundo da ópera aos 23 anos, quando foi nomeado diretor-assistente da Ópera de Montreal. Desde então, consolidou-se passando por muitas das companhias mais prestigiosas do mundo, como La Scala, Ópera Estatal de Viena e Royal Opera House, de Londres. 

Na temporada 2009-10 debutou em Nova York dirigindo a Carmen, de Bizet, e desde então tem voltado todos os anos à Met. 

Nézet-Séguin será o terceiro diretor musical na história da Met, cargo que Levine ocupou pelas últimas quatro décadas. O veterano diretor anunciou sua aposentadoria em abril, no fim da temporada, após ser diagnosticado com o mal de Parkinson, de que vinha apresentando sintomas nos últimos anos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ 

 

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