Reprodução/Keith Richards
Reprodução/Keith Richards

Camarins dos Stones no Rock in Rio Lisboa são temáticos

No dia da apresentação da banda, Câmara da cidade aprova isenção de impostos para as próximas edições do Festival

Jotabê Medeiros - Enviado Especial a Lisboa , O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2014 | 11h54

É pelo fruto que se conhece a árvore, dizem as escrituras. No caso dos Rolling Stones, uma análise de seus camarins (conforme suas exigências à produção do Rock in Rio Lisboa) pode dar uma pista - mas quem conhece bonsai sabe que não é bem assim. Os Stones tocam logo mais no Festival, no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

Cada camarim dos Stones tem um tema. Os temas, trabalhados por artistas locais, são os seguintes: Work Out (Mick Jagger), Camp X Ray (Keith Richards), Cotton Club (Charlie Watts) e Recovery Room (Ron Wood). A princípio, parece que os camarins de Keith e Ron Wood estão trocados. E o de Mick Jagger é precisamente a sua cara: ele acorda cedo, é rato de academia e malha o tempo todo, além de ser viciado em trabalho. O de Charlie Watts revela aquilo que ele mais gosta: o jazz.

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Todos os camarins são pretos, apenas o de Jagger é branco. E todos os Stones pediram também um símbolo do aconchego, uma loveseat, uma poltrona especial para duas pessoas.

Lisboa isenta Rock In Rio de impostos

Já houve mais edições do Rock in Rio em Lisboa do que no Brasil: o festival está em sua 6ª edição em Portugal e completa 10 anos de existência. É um caso de sucesso que anima a cidade: ontem, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou proposta para a isenção das taxas relativas às próximas duas edições do festival Rock in Rio Lisboa (2016 e 2018), um valor de cerca de 3,5 milhões de euros por edição. Em contrapartida, o festival se compromete a investir 800 mil euros na requalificação da Casa Grande, um edifício hoje em ruínas no Parque da Bela Vista, onde se realiza, desde o início, o festival.

O Rock In Rio tem hoje um show atípico (assim como foi o de Paul McCartney em 2004): com uma banda de dimensão tão grande que não faz mais festivais, pode romper a capacidade de 90 mil pessoas do parque. Os números dos Stones dispensam explicações: 52 anos de carreira, 29 álbuns de estúdio (dez gravados ao vivo, 31 compilações e 107 singles), 57 DVDs, mais de 240 milhões de discos vendidos.

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