Calle 13 tem vitória arrasadora no Grammy Latino

O duo de reggaeton Calle 13 conquistou uma vitória arrasadora no Grammy Latino, na noite de quinta-feira, acumulando nove prêmios -- inclusive o de álbum do ano --, apesar da pouca presença de sua música nas rádios de alguns países.

TIMOTHY PRATT, REUTERS

11 de novembro de 2011 | 10h29

O Calle 13 havia sido indicado em dez categorias, e abriu a festa sendo aplaudida de pé com a canção "Latinoamerica" -- que seria depois premiada como melhor composição e gravação do ano.

Ao ser premiado com o maior reconhecimento da música latina, o vocalista René Pérez falou do espírito independente do Calle 13 e da sua ascensão à fama apesar de pouco aparecer nas rádios de vários países, inclusive os EUA.

"A todos na América Latina... Vida longa à música", disse Pérez, que então acrescentou: "Não à ‘payola'" - termo hispânico equivalente ao "jabá" brasileiro. Pérez dedicou um dos prêmios "aos que não se vendem e fazem música de verdade".

"Entren los que Quieran" foi escolhido como melhor álbum do ano e melhor álbum urbano. "Baile de los Pobres" foi a melhor canção urbana.

Mesmo antes de a festa começar, o Calle 13 já havia arrebatado quatro prêmios: canção tropical, canção alternativa, clipe curto e produtor do ano. Os nove troféus representaram o maior domínio de um artista ou banda em uma só edição do Grammy Latino.

"Que sorte que o Calle 13 não estava nesta categoria", brincou o venezuelano Franco de Vita ao receber o prêmio de melhor álbum vocal pop masculino ("En Prima Fila").

O cantor porto-riquenho Sie7e, eleito melhor novo artista, agradeceu ao Calle 13 por inspirá-lo "a criar emoção".

Shakira ganhou o prêmio de melhor álbum vocal pop feminino ("Sale el Sol"), além de um prêmio especial de "Personalidade do Ano". "Sem amor, nada vale. Sem amor, não sou nada", declamou a colombiana ao receber seu prêmio, tendo os pais na plateia.

O trio internacional Alex, Jorge e Lena ganhou o prêmio de melhor álbum vocal pop em dupla ou grupo, pelo trabalho que leva o nome dos artistas. Os mexicanos do Maná ficaram com o troféu de melhor álbum de rock ("Drama y Luz"), enquanto o porto-riquenho Tito el Bambino levou o prêmio de melhor álbum tropical contemporâneo ("Invencible").

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