Calle 13 ganha cinco prêmios; Caetano leva Grammy latino

Disco 'Zii e Zie' foi a obra premiada do baiano; NX Zero e Titãs empataram na categoria melhor rock brasileiro

Efe e Associated Press

06 de novembro de 2009 | 03h17

Rene Perez (Residente), à esq., e Eduardo Jose Cabra Martinez (Visitante), do Calle 13. Eric Jamison/AP

 

 

 

Na décima edição do Grammy Latino, que terminou na madrugada desta sexta-feira em Las Vegas, a dupla porto-riquenha Calle 13 recebeu cinco prêmios e foi a grande vencedora da décima edição do prêmio.  Por sua vez,  Caetano Veloso venceu Grammy Latino de "Melhor Álbum Cantor/Compositor", pelo disco "Zii e Zie".

Caetano, que já havia ganhado 4 Grammy Latinos e o Grammy de melhor álbum de "World Music" com "Livro", em 2000, concorria com o guatemalteco Ricardo Arjona, o venezuelano Franco De Vita, a espanhola Rosana e o também brasileiro Tom Zé.

 

Ao lado de Roberto Carlos, Caetano recebeu também o prêmio de "Melhor Vídeo Musical em Versão Longa" (DVD) por "Música de Tom Jobim".

 

Com os cinco gramofones dourados, aos quais aspiravaram, os integrantes do Calle 13 equipararam-se a Juan Luis Guerra e Juanes como os maiores ganhadores em uma mesma cerimônia do Grammy Latino.

 

"Dedico este prêmio a Mercedes Sosa, que em paz descanse", disse René Pérez, 'residente' de Calle 13, depois de aceitar o prêmio ao disco do ano e chamar a "gente" de Sosa ao palco. Sosa, que faleceu no mês passado, foi reconhecida pelo melhor disco folclórico "Cantora 1", que por sua vez ganhou o prêmio de melhor design de embalagem.

 

Com suas provocativas letras de corte político e social, Pérez e seu meio irmão Eduardo Cabra estrearam como Calle 13 no ano de 2005 com um álbum homônimo com o qual ganharam três Grammy Latinos no ano seguinte. Em 2007 voltaram a ganhar um prêmio por "Residente ou Visitante", que além disso mereceu um Grammy Inglês.

 

 

A performance da dançarina brasileira Daniela Mercury no Grammy Latino

 

 

 

 

Brasileiros

 

Entre os Grammys destinados ao Brasil, o Roupa Nova recebeu a premiação de melhor álbum contemporâneo brasileiro com "Em Londres". Já o NX Zero, com "Agora", empatou na categoria melhor álbum de rock com o álbum "Sacos Plásticos" do Titãs.

A melhor canção no idioma português foi de Lenine, "Martelo Bigorna".

Na categoria samba e pagode brasileiro o melhor álbum foi "O Pequeno Burguês", de Martinho da Vila. Na categoria melhor álbum de música popular brasileira, os vencedores foram Ivan Lins e "The Metropole Orchestra". Da música sertaneja o melhor álbum foi Sérgio Reis, Coração Estradeiro.

Ainda entre os brasileiros, foi considerado o melhor álbum de raízes brasileiras (regional nativa) "As músicas do filme O Menino da Porteira", de Daniel.

Outra premiada na categoria raízes brasileiras (regional tropical) foi Elba Ramalho com o álbum "Balaio de Amor".

Abertura

 

Residente em Cuba, a diva do Boa Vista Social Club, Omara Portuondo, levou o Melhor Álbum Tropical Contemporâneo. Ela foi a primeira artista cubana moradora da ilha a assistir à premiação em Las Vegas.

Omara assegurou que seria melhor "para todos" se não houvesse o embargo dos Estados Unidos à Cuba.

Durante a cerimônia o cantor espanhol Alejandro Sanz reviveu umas de suas primeiras canções e uniu o espanhol ao inglês ao interpretar "Looking for paradise" junto com Alicia Keys, em sua atuação na cerimônia de entrega dos prêmios.

 

Atualizada às 4h41

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