Café Tacvba mostra que merece show menor para mostrar sutilezas

Rúben Albarrán mostrou que é um grande artista

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

05 de abril de 2014 | 18h00

O estranhamento cultural que persiste entre a cultura brasileira e a irmã latino-americana marcou o show do grupo mexicano Café Tacvba, visto por meia dúzia de gatos pingados no Palco Interlagos, às 15h30. O show do novo álbum da banda, El Objeto antes Llamado Disco, produzido em parceria com o compositor argentino Gustavo Santaolalla, é um apanhado inteligente, sofisticado e invulgar de canções refinadas, como Aprovéchate, que merecem ser ouvidas com atenção.

Liderado pelo excelente vocalista Rúben Albarrán (agora assinando seu nome como Zopilotes de alas blancas y cabeza negra), a banda assimilou as melhores lições do pop anglo-saxão, fundindo uma certa psicodelia à Radiohead com o folclore mexicano, à canção ranchera (a música caipira mexicana), além de umas pitadas de punk e ska. Um show de grande originalidade na jornada.

O grupo estava animado, dançando com energia sobre as grandes linhas do baixo, mas a plateia era mínima. Albarrán fez um coque no cabelo e empunhou as guitarras em canções como Olita de Altamar, com ritmo e entrega. Um grande artista. Merecem um show em casa fechada em São Paulo, para enfatizarem suas sutilezas.

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