Caetano Veloso é destaque no NYT

O jornal The New York Times dedica Caetano Veloso ampla reportagem, assinada pelo jornalista Larry Rother, que escreve do Rio de Janeiro. Rother começa dizendo que, "nesta altura de sua carreira, ele poderia assumir o papel de estadista da música popular brasileira. Ele tem sido uma força cultural indelével em seu país, desde os anos 60. Muitas das mais de 325 canções que ele escreveu são consagradas e seu antes estravagante cabelo encaracolado agora está ficando grisalho e tem um corte bem comportado"Segundo a matéria, apesar dos seus 60 anos, Caetano ainda parece o que os brasileiros chamam de "moleque" - provocador, curioso e polêmico. "Musicalmente eu me sindo feliz e produtivo", declarou o cantor em entrevista em seu apartamento na praia de Ipanema.Segundo o Times, este momento é de grande produção na vida do cantor, que começa esta semana por Nova York uma turnê pelos EUA, relacionando suas atividades mais recentes, como o disco recém-lançado com o amigo Jorge Mautner Eu não Peço Desculpa. O lançamento de Noites do Norte, CD duplo com músicas de várias fases de sua carreira e a publicação da versão em inglês de seu livro Verdade Tropical, com o título Tropical Truth: A Story of Music and Revolution in Brazil, pela editora Knopf.O artigo do Times prossegue comentando o livro publicado por Caetano no Brasil cinco anos atrás, que segundo o cantor, contém elementos autobiográficos, memorialísticos e ensaísticos, mas acima de tudo conta a história de um movimento, o Tropicalismo.O jornalista volta ao passado e conta sobre a amizade e parceria musical entre Caetano e Gil, lembrando que ambos têm praticamente a mesma idade, viveram exilados pelo mesmo período, em 1968, moraram juntos e eram casados com duas irmãs. Destaca ainda o sucesso de sua irmã, Maria Bethânia, fala da mulher Paula Lavigne e dos seus filhos Zeca e Tom, sem esquecer de Moreno, filho do primeiro casamento, e que está "construindo sua carreira de pop star". O jornalista assinala, ao mesmo tempo, a recente participação de Caetano no filme do cineasta Pedro Almodóvar, diretor de Fale com Ela, que tornou-se seu amigo. E entrevista o crítico de música brasileiro Carlos Calado, com quem encerra sua reportagem: "Você não pode esperar uma revolução a cada disco de Caetano, mas é um trabalho em constante evolução".

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