Caetano faz shows e lança coletânia no Japão

Não é apenas sobre os brasileiros que o cantor e compositor Caetano Veloso causa forte impacto. Famoso internacionalmente, o baiano deixa jornalistas estrangeiros inquietos ao saberem de uma possibilidade de entrevista, como revela a matéria ´S Wonderful, que a repórter de Chicago Irma Nunez escreveu especialmente para o jornal japonês The Japan Times. "Há algo de inquietante em se dizer ´posso falar com o senhor Veloso, por favor´, quando se sabe que a voz do outro lado da linha será a do próprio Caetano Veloso", começa Irma, que entrevistou o músico por ocasião do lançamento de duas coletâneas dele no Japão, Caetano Lovers e Caetano Sings, onde ele desembarca em maio para uma série de shows no país, depois de oito anos de sua última passagem por lá."Uma ligação ruim e um terrível viva-voz apenas reforçam a distância entre nós", escreve Irma. Depois de falarem sobre um atraso na entrevista, causado pelo trânsito, Caetano diz "e eu estou aqui". "Com a força destas quatro palavras, qualquer espaço que se imagine entre nós é instantaneamente transposto", afirma a repórter, que em nenhum momento disfarça seu prazer e orgulho em conversar com Caetano "aclamado há décadas no Brasil como cantor, compositor, poeta e revolucionário", escreve. Na entrevista, Caetano contou sua surpresa por saber que tantas pessoas que não entendem português gostam de suas músicas. "Eu entendo que eles gostem de Milton Nascimento; que eles amem João Gilberto ou Gilberto Gil. Mas, fiquei surpreso". Para o show no Japão, Caetano promete cantar músicas de seu próprio repertório, lembrando que há oito anos não vai ao país e acredita que foi convidado para apresentar seu próprio trabalho, e não o de seu último disco, A Foreign Sound, lançado em 2004, em que ele deu sua voz a uma série de músicas estrangeiras. Quando perguntado sobre o que tem pensando ultimamente, Caetano contou à repórter seu interesse pelo novo álbum de Tom Zé. "Não vejo a hora de poder ouvi-lo, estou muito curioso". (Clique aqui para ler a íntegra da entrevista)

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