PAULO PEREIRA/DIVULGAÇÃO
PAULO PEREIRA/DIVULGAÇÃO

Cadão Volpato assume a direção do Centro Cultural São Paulo

Jornalista e músico quer dinamizar genética parabólica do CCSP integrando as programações de áreas como música e teatro

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2017 | 17h57

Profundo conhecedor das dependências do Centro Cultural São Paulo, no número 1000 da Rua Vergueiro, o jornalista, roqueiro e apresentador de televisão, Cadão Volpato, assumiu nesta semana a direção do centro. Ele foi escolhido pela gestão Doria para cuidar de um dos mais cativantes espaços culturais da cidade.

Cadão, que cantou na sala Adoniran Barbosa algumas vezes como vocalista da banda de pós-punk Fellini, diz que quer potencializar a genética aglutinadora do CCSP e torná-la mais visível. “Esse é o aparelho cultural mais democrático de São Paulo, já nasceu com essa cara multidisciplinar. Tenho a sensação de que pode ser mas potencializado”.

Empolgado depois de ser apresentado às dependências do CCSP pela atual diretor, Pena Schmidt, o novo gestor tem uma ambição particular. “Quero que aqui se torne o coração cultural da cidade”.

O CCSP, na visão de Cadão, carece de maior visibilidade. Como ele diz, é um espaço em que tudo parece acontecer ao mesmo tempo. Música, discoteca, gibiteca, teatro, dança, dançarinos de hip hop e praticantes de skate dividem o mesmo espaço, mas, em sua opinião, é preciso inverter um jogo. “É preciso encarar como centro, tornar tudo mais relevante. É preciso integrar as atrações. Um sujeito que vai ver o show de música não sabe o que acontece no teatro. É preciso interagir, estabelecer um sistema único e fazer pulsar.”

Sua nomeação pode criar uma expectativa natural na comunidade de música independente, um DNA já contemplado pela programação musical e teatral do CCSP. Mas Cadão não diz que deve pensar de forma excludente. “Isso aqui pertence à cidade. Minha intenção é fazer com que todos os curadores tenham trânsito por todas as áreas, que não seja uma curadoria segmentada. Quero que o trabalho seja compartilhado”. Esta seria uma forma, segundo Cadão, de diversificar mais, com maior qualidade artística, a programação.

Sobre os roqueiros indies, o diretor diz que tem um carinho pelo gênero em que foi concebida sua persona artística, mas que vai pensar como um gestor. “A energia do rock é fundamental, mas mas quero outras expressões que estão acontecendo na cidade por aqui”.

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