Ivan Dias/AE
Ivan Dias/AE

Cabeça de mutante

Nino Antunes foi escolhido por Sérgio Dias, dos Mutantes, como o melhor entre os inscritos na 4ª edição do Musique

O Estado de S. Paulo

30 Abril 2011 | 06h00

Foi um dia para fazer a música e outro para os arranjos. E aquela muralha que parecia intransponível, de repente, em pouco mais de 24 horas, estava no chão. O mineiro Nino Antunes foi quem melhor traduziu em melodia os versos de Sérgio Dias nesta quarta edição do Prêmio Musique, realizado pelo Caderno2+Música em parceria com a Rádio Eldorado.

 

 

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O concurso, que contou com inscritos de vários Estados do País, desafiava o leitor a fazer uma canção para a letra inédita de Dias, Terra Nossa. Ao contrário de letras em outras edições, seus versos nem sempre respeitavam uma métrica definida. A parada era dura. "A primeira coisa que pensei foi ‘isso aqui não vai dar música’", diz Nino.

A criação de Nino, regravada no estúdio Mosh, em São Paulo, já está disponível no site do concurso. Agora, ele concorre com outros vencedores de Musiques (leia abaixo) a um show no Rock in Rio, que será realizado no fim de outubro, no Rio de Janeiro.

Nino toca guitarra desde 1987. Em 1994 passou a produzir jingles. No começo de 2009 mudou-se para São Paulo, onde abriu uma produtora de trilhas e passou a trabalhar na Play It Again, também criando para o mercado publicitário. Músicas dos Mutantes, como Balada do Louco e Ando Meio Desligado, sempre estiveram em seu repertório. Mas foi em 2001, quando ouviu Technicolor, que sentiu o estalo. "Eles são um mito."

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