Bukassa Kabenguele lança disco solo em São Paulo

Bukassa Kabenguele faz, nesta quarta-feira, no Tom Brasil, o show de estréia de seu primeiro disco solo Quero Viver (Jam Music). Fundador da banda Skova e a Máfia nos anos 80, vocalista de apoio e coreógrafo de Marisa Monte e Elba Ramalho, Bukassa trabalhou nos últimos anos com jingles publicitários e participou do musical Cazas de Cazuza. Mesmo desenvolvendo atividades as mais variadas, não deixou de compor e escrever canções. São essas músicas, produzidas entre um comercial e outro, que estão no disco e serão apresentadas ao público neste espetáculo. Dia 6 de dezembro é vez do Rio de Janeiro conferir o espetáculo no palco do Balroom.Fã de Cassiano e da música negra brasileira em geral, influenciado pelo som de Marvin Gaye (referência explícita), George Benson e das canções tradicionais africanas, Bukassa diz misturar essas diferentes abordagens musicais de forma natural, na busca por uma sonoridade singular. Por isso Quero Viver flerta com gêneros como R&B, soul, MPB e pop africano. Em primeiro plano, como não poderia ser diferente, estão os vocais, arranjados por Jane Duboc, também produtora, e pelo companheiro Jay Vaquer."O meu trabalho é um pop que tem grande influência de soul, gênero que trago como bagagem do meu processo de formação musical", explica. "Calhou de coincidir com o que está acontecendo hoje, essa nova onda de música negra", continua, referindo-se aos companheiros de geração como Simoninha e Jairzinho Oliveira. Entretanto, mesmo influenciado pelo som dos negros norte-americanos, acredita que sua contribuição para a música popular brasileira deve-se ao fato de inserir sonoridade africana nas canções. Quero Viver tem nove composições de Bukassa e três regravações. Entre as autorais, destaque para as de sotaque africano acentuado: Minapenda, libelo anti-racista, com letra em francês e português, e Mutoto, cantada em dialeto. As regravações Bukassa foi buscar no soul brasileiro produzido nos anos 70: Eu Preciso Te Esquecer, de Mauro Motta e Robson Jorge, Coleção, de Cassiano e Paulo Zdanovski, e Como, composta pelo gaúcho Luiz Wagner.Influência de Marisa - "Tem duas músicas que coloquei nesse CD por causa de um bate-papo que tive com a Marisa Monte", conta. "Uma é Não Diga Não, que nos intervalos dos ensaios eu tocava e ela adorava, e a outra é Cervejinha". A proximidade com a cantora poderia ter rendido uma participação no disco, fato que não ocorreu. "Antes dela lançar o novo show conversamos. Ela até chegou a pegar algumas gravações para ouvir, mas nossos horários acabaram não batendo". Participação especial no disco apenas a de Jane Duboc e Jay Vaquer, nos vocais.Bukassa está empolgado com o show. Principalmente devido a iluminação, roteiro e direção especiais. Há uma surpresa: "Na introdução inicial teremos imagens africanas", adianta. "Quem for verá um espetáculo muito bonito além de com boa dinâmica. Um show que mescla baladas fortes, canções dançantes, do Jota Quest e do Gilberto Gil".Bukassa Kabenguele - Quarta-feira, às 21h30, no Tom Brasil (Rua das Olimpíadas, 66 - Vila Olímpia); De R$ 15 a R$ 30; Informações: 3845-2326.

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