Brasília entra no circuito dos festivais

Se uma legião de nomes internacionais incluiu o Brasil na rota de sua turnê, parte do mérito deve ser creditado ao Brasília Music Festival (BMF). Não há como negar isso. Realizado no Distrito Federal, portanto fora do tradicional eixo Rio-São Paulo, o evento musical ocupará o Autódromo Internacional de Brasília durante três dias, a partir de hoje. Por ele passarão fortes atrações internacionais e figurinhas fáceis da música brasileira. Hoje, sobem ao palco a canadense Alanis Morissette (foto) e as bandas brasileiras Capital Inicial e Jota Quest. Amanhã, será a vez de Simply Red e The Pretenders, que já fizeram show em São Paulo, além de Titãs e Fernanda Abreu. No sábado, o grupo americano Live encerra o festival, ao lado de Charlie Brown Jr., Ultraje a Rigor e Tihuana. Adotando uma tendência identificada nos atuais festivais de música, o BMF tem ares de megaevento. Daqueles que são erguidos em espaços amplos (neste caso, 250 mil metros quadrados), com tendas temáticas, praça de alimentação, heliponto e tudo mais. Assim, além do palco principal, será montado outro alternativo no autódromo, por onde deverão passar oito bandas de Brasília e uma goiana, que abrirão a programação diária. O festival nasce marcado pela ousadia. Foi idealizado pelo produtor Rafael Reisman que, diante das dificuldades de obter patrocínio (por estar fora do eixo Rio-São Paulo etc.), bancou do próprio bolso o contrato de Alanis Morissette. Tratava-se de um risco que, segundo Reisman, era preciso correr para chamar a atenção de patrocinadores para seu projeto. Como será possível conferir a partir de hoje, ele conseguiu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.