Bourbon Street põe palco em estilo New Orleans

No dia 29 de agosto de 2005, o furacão Katrina arrasou parte da cidade de New Orleans, nos Estados Unidos. A tragédia aconteceu um dia depois do encerramento do 3.º Bourbon Street Fest, que reúne artistas daquela cidade no bairro de Moema, aqui em São Paulo.A catástrofe não apagou o brilho do lugar que é tido como o berço do jazz. Tanto que artistas expoentes de diferentes gêneros musicais de New Orleans voltam à cidade para mais uma edição do evento. ?Os músicos vão dar um gás ainda maior para mostrarem que ainda estão por aí?, diz Edgard Radesca, sócio do Bourbon Street Music Club, casa que organiza o festival.Em uma semana, seis atrações se revezam nos palcos do Bourbon, Parque do Ibirapuera e na rua dos Chanés, em Moema (veja a programação na página 12), sempre com show de abertura da animada Bourbon Fest Street Band. ?Todos os anos vou para New Orleans buscar os artistas em evidência. A idéia é trazer uma amostra dos ritmos de lá, como zydeco, brass e R&B?, diz RadescaEntre os que vêm para este ano estão o percussionista Bill Summers, do grupo jazz-funk Headhunters, de Herbie Hancock nos anos 1970, e Rockin?Dopsie Jr, filho do ?rei do zydeco? Rockin?Dopsie. ?O zydeco, por ter harmônica, faz uma ponte com o nosso forró e põe todo mundo para dançar?, diz Edgard. Ele também destaca o show de Wanda Rouzan. ?Esta jovem de 50 anos é uma figura notável de New Orleans e tem muita energia. Seu show é imperdível.?O Bourbon Street Fest surgiu em 2003, para comemorar os dez anos da casa Bourbon Street Music Club. ?Queríamos fazer em São Paulo uma versão do New Orleans Jazz Festival, só que menor. Lá ele acontece durante duas semanas. Deu tão certo que resolvemos continuar?, conta Edgard.Durante os dias da festa, a casa ganha cardápio preparado pelo chef Benny Novak, do Ici Bistrô. ?Não é uma reprodução da culinária de New Orleans, e sim uma visão do chef sobre os pratos de lá.? No domingo (27), último dia do evento, será servido um ?jazz brunch?, seguido de apresentação de Wanda Rouzan. Depois, a festa continua na rua. ?New Orleans tem uma identidade cultural muito particular?, diz Edgard. ?Ela está para os Estados Unidos como a Bahia está para o Brasil. E mesmo aqui não sendo a Bahia, eles se sentem em casa.?

Agencia Estado,

18 de agosto de 2006 | 14h13

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